Atas das Reuniões do Conselho



sexta-feira, 26 de abril de 2013

Um Debate sobre a Cultura em Niterói

Coluna de Mário Sousa/Jornal da Cidade



Participei, na última quarta-feira à noite, no Teatro Municipal do evento “Niterói Rumo ao Sistema Nacional de Cultura”, promovido pela Prefeitura de Niterói, através da Secretaria Municipal de Cultura, da Fundação Arte de Niterói (FAN) e do Conselho Municipal de Cultura.

O subsecretário de Cultura, Cláudio Salles, comandou a mesa de apresentação, composta pelo vice-prefeito, Axel Grael, o vereador Leonardo Giordano, presidente da Comissão de Cultura da Câmara, Fábio Silva, representando Ministério da Cultura, Waldeck Carneiro, Secretário Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia,José Henrique Antunes, presidente da Fundação de Educação, Victor de Wolf Rodrigues Martins, Superintendente da FAN, Sady Biachini, presidente do Conselho Municipal de Cultura, e Fabiano Gonçalves, Secretário Municipal de Desenvolvimento. Em seguida, houve a segunda mesa com especialistas sobre o Sistema nas áreas estadual e federal.

Embora num nível apenas teórico, foi um importante encontro onde os novos gestores apresentaram as diretrizes para as políticas públicas da cidade. Todos destacaram um novo ciclo de oportunidades e de uma política cultural democrática e transformadora. Positivo também o número de pessoas presentes no Teatro. No entanto, faço uma sugestão para os organizadores: no próximo encontro convidem as instituições e os movimentos sociais que lidam com a cultura da cidade, como: Associação Niteroiense de Escritores, Associação dos Trabalhadores de Artes Cênicas de Niterói, Fórum Cultural, Academia Niteroiense de Letras, Academia Fluminense de letras, Cenáculo Fluminense, Instituto Histórico, Sociedade Fluminense de Fotografia, Associação dos Artesões de Niterói, etc..

Cláudio Salles, coordenador da mesa de abertura, fez um resumo da proposta do Encontro. O prefeito em exercício, Axel Grael, destacou que Niterói viverá um novo ciclo e falou das preocupações do Governo com os grandes eventos que ocorrerão no Rio e o impacto na cidade. O vereador Leonardo Giordano fez um resumo das suas ações na Câmara tendo como foco a Cultura, a exemplo do projeto sobre Vale Cultura que tramita no Legislativo. Victor de Wolf destacou as diretrizes que vão nortear a cultura em Niterói com o fortalecimento do Conselho Municipal de Cultura, com ações transparentes e democráticas. Fabiano Gonçalves abordou a cultura como um mercado produtivo e gerador da economia.
Waldeck Carneiro e José Henrique Antunes destacaram a interface entre a Educação e a Cultura e os projetos em parceria com os dois órgãos. Foi bom saber que a Secretaria de Educação pretende recuperar a casa Norival de Freitas e revitalizar o Salão de Leitura.

Fábio Silva fez uma fala esclarecedora sobre a Política Nacional de Cultura. Sady Biachini afirmou que as políticas públicas têm que se materializar na prática contemplando todas as áreas da criação e a diversidade das manifestações.

Debates temáticos 
 
Já no sábado, houve a continuidade do encontro Niterói Rumo ao Sistema Nacional de Cultura, com debates temáticos contemplando o artesanato, artes visuais, cinema e vídeo, cultura digital, culturas populares e indígenas, patrimônio histórico material e imaterial, artístico e cultural, teatro e circo, dança, indústria criativa, produtores culturais e mercado cultural, instituições de ensino e pesquisa, bibliotecas, literatura, livro e leitura, movimentos sociais e instituições civis, música,etc

O Encontro foi no Colégio Liceu Nilo Peçanha, das 9h às 19h, e, surpreendentemente, na véspera de um feriadão, cerca de 100 pessoas debateram a cultura da cidade. Um fato que sinaliza positivamente para a organização do evento e para os novos caminhos da cultura na cidade.

Foi relevante e positivo saber por parte do Superintende da FAN, Victor de Wolf Rodrigues Martins, sobre as primeiras edições de editais e o resgate da Casa Norival de Freitas.
 
O Encontro é uma prévia para formulação de propostas para a Conferência Municipal de Cultura.

No grupo temático, onde participei, se reuniu o pessoal de Teatro, Dança e Teatro de Bonecos. Por decisão coletiva, cada grupo específico respondeu o questionário sobre um diagnóstico das questões culturais no município e apresentou propostas. Apenas Evans de Brito e eu da área de teatro. Posteriormente apresentarei as propostas do pessoal da dança e da representante do Teatro de Bonecos.

No caso do Teatro, ao elogiar a organização do evento, conduzindo pelo subsecretário Claudio Salles, afirmei que o artista da cidade vem sofrendo bulling cultural por falta de políticas públicas na área da Cultura.
Destaquei que os novos gestores da cultura estão dando sinalização de que haverá mudanças significativas para essas definições de políticas públicas, mas ponderei de que nenhuma definição, nenhuma proposta, vingará de fato, se não houver uma radical mudança no olhar e na ação do fazer cultural da cidade.

Em seguida, apresentei algumas propostas que foram aprovadas pelo Fórum de Artes Cênicas há 5 anos e pelo Fórum Cultural para a área de Teatro:
 
1. Criação na estrutura da Secretaria de Cultura de uma Coordenação de Teatro
2. Criação de editais diferenciados para as companhias de Teatro da cidade para agenda no Teatro Municipal
3. Criação de editais diferenciados para produções de projetos e produções de teatro adulto e infantil para companhias comprovadamente de Niterói
4. Redução das taxas para ocupação dos espaços públicos para companhias da cidade
5. Apoio logístico aos grupos e companhias da cidade que vierem a participar de eventos estaduais, nacionais e internacionais
6. Instituição de cursos, seminários, para qualificação na área teatral

Propostas Gerais
1. Fortalecimento do Conselho Municipal de Cultura e uma sugestão para que o Conselho convoque todas as instituições da cidade, Associação dos Trabalhadores de Artes Cênicas, Associação Niteroiense de Escritores, Fórum d e Artes Cênicas, Fórum Cultural, Sociedade Fluminense Fotografia, Academias de Letras, Cenáculo Fluminense Letras, Instituto Histórico, Associação Fluminense Belas Artes, Movimentos Sociais, Coordenações de Cultura das faculdades, etc, para um grande encontro.
2. Definição de um espaço para as entidades sem sede na cidade
3. Mapeamento dos artistas e grupos de cultura
4. Diversificação das atividades culturais para periferia
5. Criação de Leis de incentivo à cultura

O presidente do Conselho Municipal de Cultura, Sady Biachini, que não pode comparecer , deixou as seguintes propostas:
1. Criação de oficinas de capacitação
2. Festival de Teatro
3. Elaboração de editais
4. Comissão de avaliação com formação específica
5. Fundo de Cultura
6. Plano Municipal de Cultura
7. Mapeamento dos artistas
8. Circuito de Arte na Região Metropolitana
9. FAT- Fundo de Amparo ao Teatro
10. Criação do Setor Niterói Teatro
11. Desconto para a classe com apresentação da carteira do Santed.

Apresento este artigo para o começo de um debate e reflexão sobre a cultura em Niterói. Deixo claro que o artigo não é dirigido e não é nenhuma crítica aos novos gestores da Cultura. Afinal, os novos comandantes da Secretaria de Cultura e da FAN estão começando, ainda estão tomando pé da realidade e abrindo esses fóruns de esclarecimento e discussão para definições de um Plano de Cultura no município.

Artistas de Niterói sofrem bulling cultural

É repetitivo dizer que Niterói é uma cidade celeiro de artistas em todas as linguagens da criação. O município tem sido referência de movimentos artísticos e daqui tem saído dezenas de talentos. E não são poucos os fazedores de arte, premiados, destacados, nacional e internacionalmente.
Não é por acaso, que historicamente o Teatro brasileiro começou no Morro de São Lourenço com a primeira encenação do auto “São Lourenço dos Índios” de José de Anchieta. Sem ficar contemplando o passado, Niterói viveu momentos históricos na arte em função de esforços de movimentos sociais independentes, de lutas individuais e muito pouco fruto de políticas públicas na área da cultura.

Parece ser pecado alguém afirmar que é artista da cidade, tanto no começo de uma empreitada ou mesmo tendo acúmulo de experiências, títulos, prêmios e reconhecimento do público e da crítica.
Exponho algumas contradições para um debate saudável. Há muitos anos nós temos várias instituições representativas de cultura no município, como a Associação Niteroiense dos Escritores, a Associação dos Trabalhadores de Artes Cênicas de Niterói, Academia Fluminense de Letras, a Academia Niteroiense de Letras, o Cenáculo Fluminense, o Instituto Histórico, a Associação Fluminense de Fotografia, Associação Fluminense de Belas Artes, Fórum de Artes Cênicas, Fórum Cultural, e, no entanto, a maioria dessas instituições não tem um simples espaço onde possa fazer uma reunião. Além dessas instituições, temos várias companhias de teatro, academias de dança, grupos de dança de rua, ateliês de pintura, escolas de arte, que são invisíveis para o Poder público cultural.

Como justificar, por exemplo, que a cidade tenha quase em cada esquina uma academia de dança e não haver um movimento nem mesmo semi profissional de dança, seja através de uma Mostra, Festival, ou agenda no Municipal? Criou-se uma Companhia Oficial de Balé na cidade que pouco ou nada representa para os valores do município.
E no caso do Teatro, a primeira fala que se ouve é : "pessoal do teatrinho da cidade". Não há uma percepção dessa realidade teatral, com suas companhias, seus grupos,seus produtores, autores e atores. Agenda no teatro Municipal? Como ? Que ousadia? "Vamos avaliar a qualidade", "Serve um dia da semana?"

Não há nem mesmo na estrutura da Secretaria de Cultura um Setor nesta área, como há de dança, livro, literatura, patrimônio, música, etc...

A agenda do Teatro Municipal sempre esteve aberta para qualquer espetáculo vindo do Rio e de outras regiões, até mesmo com bom suporte financeiro, mesmo que a qualidade seja discutível, mas a referência é o apelo de um ator de TV eteceta e tal. Nada contra artistas, shows, companhias vindo do Rio, SP e de outros países, mas é preciso ter o equilíbrio e a percepção de nossa demanda. Temos uma boa safra de atores e atrizes niteroienses fazendo sucesso na TV, no Cinema e nas grandes produções empresariais, mas nem esse viés é aproveitado.
 
Além desse achismo cultural e falta de democratização dos espaços culturais públicos, surge outro equivocado processo seletivo através do controle ideológico, partidário e até de linguagem artística. E não estou me referindo apenas aos espaços públicos municipais, mas também aos estaduais e federais. Há algum tempo, só para exemplificar, na galeria da UFF, uma destacada artista plástica de Niterói (que não é acadêmicae se fosse?), foi recusada por, segundo o responsável, não ser uma artista contemporânea. Na época, questionei o Setor da UFF sobre o que entendiam por arte contemporânea, pois na concepção deles, um mestre como Quirino Campofiorito, não teria agenda para expor por não se enquadrar no que entendiam ser arte contemporânea.

Evidente, que a cidade tem carência de espaços culturais públicos. Só temos três teatros públicos na cidade: O Teatro João Caetano (O Municipal), o da UFF, que está fechado em obras e o Teatro Popular, que também está em obras. Mas nada justifica a falta de olhar e materialidade de ações para com os artistas da cidade, onde muitos continuam transitando por várias universos e regiões, mas ficando raízes na cidade.

Niterói, nos últimos anos, teve importantes eventos internacionais e até poderão retornar, mas os novos gestores da cultura precisam quebrar este estigma contra os valores artísticos da cidade, provocando um encontro com a nossa cultura e rompendo de vez com o bulling cultural sofrido pelos artistas da cidade.
Arthur Maia e André Diniz, artistas intelectuais da cidade, têm o desafio de acabar com este círculo vicioso e a tentativa de desqualificar os artistas da cidade.

Mário Sousa é jornalista, diretor de Teatro e um dos Coordenadores do Fórum Cultural

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Mário de Sousa
Assessor de Comunicação
(21) 9756-7379

quinta-feira, 11 de abril de 2013

NITERÓI RUMO AO SISTEMA MUNICIPAL DE CULTURA



O Conselho Municipal de Cultura de Niterói (CMCN) dando continuidade às atividade de criação do Sistema Municipal de Cultura (SMC) da nossa cidade convoca a sociedade niteroiense para  participar de forma ativa e propositiva do processo de construção do nosso SMC, que tem como objetivo planejar as políticas públicas de cultura do município para os próximos 10 anos.


Em março de 2008 foi realizada a I Conferência de Cultura de Niterói, que contribuiu com uma série de diretrizes apresentadas por diversos setores da área cultural e da sociedade civil organizada. Em abril de 2009 ocorreu a I Eleição do CMCN e em outubro do mesmo ano a II Conferência Municipal de Cultura, que também elaborou uma série de diretrizes que somadas as da I e III Conferências devem orientar a criação do Plano Municipal de Cultura. Em 2013 teremos a eleição da terceira composição do CMCN durante a III Conferência Municipal de Cultura.


Uma das tarefas do CMCN é adequar a Lei Municipal n° 2489, de 26 de novembro de 2007, que criou o Conselho, às prerrogativas recomendadas pelo Ministério da Cultura para os municípios brasileiros. Um dos pontos de destaque é que o CMCN deve ser transformado em instância deliberativa, estabelecendo novos mecanismos de gestão pública das políticas culturais, criando assim novas instâncias efetivas de participação de todos os segmentos sociais atuantes na área cultural. O conjunto de Leis apelidadas de CPF da Cultura, sigla correspondente aos seguintes componentes: Conselho Municipal de Política Cultura, Plano Municipal de Cultura e Fundo Municipal de Cultura, diz respeito a alguns dos elementos básicos do SMC.




Durante os dois dias do evento NITERÓI RUMO AO SISTEMA MUNICIPAL DE CULTURA teremos como missão estimular o debate público do CPF da Cultura e promover a articulação da população representada nos 14 Grupos Temáticos. Buscamos nesta atividade compartilhar informações com os interessados em contribuir na criação do Sistema e, além disso, qualificar a participação dos Grupos Temáticos visando desencadear encontros autônomos, que busquem atuar para além desse encontro, tendo em vista um  melhor preparo para a III Conferência Municipal de Cultura.  


1 - Artesanato

2 – Artes Visuais

3 – Cinema e Vídeo

4 – Cultura Digital

5 – Culturas populares e Indígenas

6 – Patrimônio Histórico Material e Imaterial, Artístico e Cultural

7 – Teatro e Circo

8 – Dança

9 – Indústria Criativa, Produtores Culturais e Mercado Cultural

10 – Instituições de Ensino e Pesquisa

11 – Bibliotecas, Literatura, Livro e Leitura

12 – Movimentos Sociais e Instituições Civis

13 – Música

14 – Serviços de Comunicação Social Regulares e Comunitários


Aproveitamos para esclarecer que os Grupos Temáticos não são reuniões das Câmaras Setoriais.

Serviço:
Dia 17 de abril de 2013 (quarta-feira)
Teatro Municipal de Niterói
das 19h. as 21h..
R. Quinze de novembro, nº 35
Centro - Niterói - RJ

Dia 20 de abril de 2013 (sábado)
Liceu Nilo Peçanha
das 9h as 12h  e  13h as 17h
Av. Ernani do Amaral Peixoto, 707
Centro  Niterói - RJ


Grupo de Trabalho de Mobilização do Conselho Municipal de Cultura da Niterói

 
Niterói no rumo da vanguarda e do impulso às atividades culturais  (30/03/2013)


Arthur Maia: "Niterói tem que se abrir para o mundo". foto de Nathália Félix
Secretaria das Culturas e Fundação de Artes de Niterói anunciam projetos que priorizam a democratização do acesso às artes para a população de todo o município

Quando aceitaram o desafio de assumir a gestão da cultura em Niterói, o secretário municipal das Culturas, Arthur Maia, de 50 anos, e o presidente da Fundação de Artes de Niterói (FAN), André Diniz, 32, se comprometeram a dar impulso às atividades culturais da cidade. Hoje, próximo ao marco simbólico de cem dias de governo, os dois comemoram as conquistas na área e revelam novos planos.

Entre os projetos que a dupla prepara para a cidade se destacam a criação de dez Pontos de Cultura em parceria com o Ministério da Cultura, a reabertura do Teatro Popular em maio, em parceria com a Ampla, e a inauguração do Centro Petrobras de Cinema, com seis salas de cinema e espaço para exposições e cineclube.

André Diniz conta que a cidade vai abrigar um sistema municipal de Pontos de Cultura, distribuídos em diversos pontos da cidade. Ele explica que nos locais serão desenvolvidas atividades relacionadas à cidadania, democratização do acesso à internet e destaca que é um ganho fundamental, já que o Ministério da Cultura passa a ser parceiro da cidade.

"Em relação ao Teatro Popular, ele será reaberto possivelmente em maio e terá parceria com a Ampla. Não é terceirização, é investimento. A empresa vai desenvolver projetos sociais no local e vai entrar em parceria na construção, mas a programação terá perfil popular", aponta André, acrescentando que com a reativação do Teatro, outros serviços do Caminho Niemeyer funcionarão em plena capacidade, como o centro de atendimento ao turista, a Fundação Oscar Niemeyer e o Centro de Memória Roberto Silveira.

André destaca ainda que o edital do Centro Petrobras de Cinema está sendo finalizado. Ele revela que no próximo mês oito grandes grupos de cinema serão convidados a conhecer o local e apresentar uma proposta de reforma e utilização do espaço. O espaço terá uma área para exposições e mostras de cinema, voltadas para a produção da cidade e seis salas de cinema. Ele afirma ainda que será lançado um edital de curtas, para fomentar a produção cinematográfica na cidade.

"Mesmo em um ano difícil estamos fazendo uma programação de qualidade. Temos poucos recursos, mas fazemos muito trabalho e queremos realizar muitas parcerias com empresas da cidade. Queremos criar um diálogo maior com a sociedade, colocar a cultura na rua e criar políticas públicas de longo prazo. Essa é a nossa meta", aponta.

André Diniz: "Estamos fazendo programação de qualidade". foto de Nathália Félix". foto de Nathália Félix
Conquistas – O secretário Arthur Maia também destaca a ampliação do programa "Jovem Aprendiz" como um dos maiores sucessos da secretaria. Voltado para crianças e adolescentes em situação de risco, o programa que, no ano passado, atendia 300 crianças, hoje traz música para 1,5 mil.

"Ampliamos o "Jovem Aprendiz", que é o principal projeto cultural da cidade e traz ensino de qualidade, com professores renomados. Metade dos alunos aprende música clássica e a outra metade a música popular. Hoje temos vagas para 1,5 mil alunos, mas queremos chegar aos 3 mil. É a nossa menina dos olhos", adianta.

O projeto pode ganhar até agosto desse ano uma sede fixa, com a acústica necessária para 300 crianças ensaiarem e terem aulas de música, graças a uma parceria com a Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro.

Outro objetivo importante de Arthur Maia é criar o Plano Municipal de Cultura, que pode ser aprovado no final do ano. Segundo ele, o Conselho Municipal de Cultura vai elaborar um plano com metas, projetos e ações culturais que ficará sob consulta pública, onde as pessoas poderão dar ideias e fazer observações. Através de reuniões com profissionais do setor, como músicos e empresários, o documento final é formatado e enviado para a Câmara de Vereadores para que seja aprovado e transformado em leis de investimento e planejamento para a cidade nos próximos dez anos.

"São sonhos para um futuro breve. Niterói tem que se abrir para o mundo, é uma cidade que tem capacidade artística, estética, e social para ser vanguarda em vários segmentos da cultura e das artes", explica.

Entre as novidades previstas pela Secretaria de Cultura estão a reabertura do Museu Janete Costa de Arte Popular, no Ingá, o lançamento de um edital de teatro infantil para a realização de um festival gratuito em outubro, o Viradão cultural niteroiense e o Projeto Quatro Estações da Música, que vai trazer o cantor Gilberto Gil para uma apresentação gratuita na Praça do Teatro Popular, no Caminho Niemeyer, no dia 7 de abril. O evento acontece a partir das 17h e conta ainda com shows da Sinfônica Ambulante, da banda Dizcoé e o Stand up comedy com o ator niteroiense Juliano Antunes.

"Estamos muito felizes cumprindo as metas do prefeito. Queremos reabrir espaços, democratizar o acesso à cultura, debater com a sociedade e consolidar o Sistema Nacional de Cultura. Nosso maior desafio é incluir a sociedade, não só como público, mas como participante da cultura. Queremos fazer com que os niteroienses tenham em seu metabolismo a cultura e a arte", completa Arthur.

Prisca Fontes, para O Fluminense (30/03/2013)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Convocação para Rádiodifusão

A Câmara Setorial dos Serviços de Radiodifusão Regulares e Comunitários solicita que os interessados em participar da Câmara preencham o formulário disponível no seguinte link:
https://docs.google.com/forms/d/1WmwHBO2BmJ2N2ivt2Wt4rsAUbSfw3xMJzeMKtYFXKLc/viewform?sid=274a47369eeff620&token=3LC30D0BAAA.EbvvBqTRHMufNuPVdY1tFQ.bxmiFNY6UjLxhrajbrvl0Q

saudações

Moyses Faria das Chagas

moysesfarias@gmail.com

terça-feira, 19 de março de 2013

Reunião do Conselho Municipal de Cultura

Prezados Conselheiros,


Convocamos todas e todos para reunião do Conselho Municipal de Cultura a ser realizada na quinta-feira, 28 de março de 2013, às 19h, no Solar do Jambeiro, localizado na rua Presidente Domiciano, 195, Boa Viagem. O Solar fica na mesma rua da FAN, mas no sentido contrário ao fluxo dos carros; entre o campus da Praia Vermelha e o campus do Direito da UFF.

 
Atenciosamente,


Victor De Wolf
Superintendente Cultural da FAN


ENCONTRO REGIONAL METROPOLITANO (LESTE) DO PLANO ESTADUAL DE CULTURA DO RJ

Ilmo. Gestor Público de Cultura


A Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro (SEC-RJ), dando continuidade às atividades de construção do Plano Estadual de Cultura, vem realizando Encontros Regionais para apresentação da proposta do Plano, importante ferramenta de planejamento da cultura em nosso estado para os próximos 10 anos (a minuta encontra-se em anexo).

O encontro na Região Metropolitana Leste acontecerá no próximo dia 26/03, das 17h às 20h, na cidade de Niterói (Local: Teatro Popular - Rua Jornalista Rogério Coelho Neto, s/nº, Centro) e pretende reunir gestores públicos e agentes culturais de São Gonçalo, Itaboraí, Tanguá e Maricá, além dos anfitriões de Niterói.

Encaminho em anexo o convite especial para essa gestão e reitero a importância da participação tanto do poder público quanto da sociedade civil da região nesse processo que culminará com a implantação do Sistema Estadual de Cultura do RJ.

Por fim, agradeço antecipadamente se puder nos ajudar a divulgar o evento em sua região, ocasião em que pretendo agradecer-lhe pessoalmente pelo empenho.  Informo que a equipe do Plano Estadual fará contato em breve para agendar uma reunião em que poderemos discutir em detalhes a proposta do referido evento.

Cordialmente,

Adriana Scorzelli Rattes
Secretária de Estado de Cultura


terça-feira, 5 de março de 2013

Cultura, Consciência e Transformação

 
 

Sady Bianchin

 Qual o valor de uma visão? Uma vez li um verso do poeta Mário Quintana que dizia: “sonhar é acordar-se para dentro”. Ele me fez notar que por trás da maioria das grandes realizações, das obras dignas de registro, estão visões de mundo fortes o suficiente para impulsionar a prática. Costumo dizer que nós somos do tamanho dos nossos sonhos. O sonho por um país e uma cidade melhores coloca-nos diante de um olhar desafiador na direção de um futuro mais digno para nossa população. Neste contexto, entra em cena a cultura, elemento integrador de um povo. Esta produção de sentidos deve estar permanentemente em pauta por meio de políticas públicas. Temos de utilizar seu potencial de unificação da identidade e de geração de economia.
A cultura democrática é uma estratégia para conquistar a credibilidade das sociedades.  É uma fonte de revigoração das expectativas da autoestima. Uma cidade será mais igualitária quanto mais bem distribuído for o acesso à cultura. Não basta o estado ordenar a construção simbólica e o patrimônio histórico, mas sim elaborar políticas públicas com fim de orientar o desenvolvimento da produção do imaginário social com o objetivo de transformação da realidade. O pensador Antonio Gramsci falava em cultura hegemônica e subalterna, ensinando-nos que a cultura só é subalterna enquanto as classes populares não tiverem consciência de si. A Constituição de 1988 garante a todos o pleno exercício dos direitos culturais. Portanto é compromisso do estado a valorização e difusão das manifestações no âmbito cultural. Não o modelo de cultura para todos, e sim cultura por todos, para encurtar a distância entre as diferenças sociais. O caminho é o respeito à diversidade para a construção de um diálogo intercultural para solucionar conflitos no espaço público. A Declaração dos Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) afirma: “toda pessoa tem o direito de integrar livremente a vida cultural da comunidade”.
As cidades têm passado, presente e futuro. Nelas falam o humano, o sensível, a fantasia, as ideias que representam as pessoas e grupos sociais. No Brasil, e em Niterói, com que conceito de cultura nós estamos trabalhando? Que tipo de orientação temos do poder público? As tomadas de decisões em políticas culturais chegam à população? Os espaços existentes funcionam com editais e critérios transparentes, ativamente, ao alcance da coletividade? Há projetos de geração de renda para a classe artística? São algumas perguntas de projeção nacional, já que políticas públicas pressupõem um conjunto de ações coletivas voltadas para as garantias dos direitos sociais. Para tanto, é essencial uma política cultural que revitalize o comportamento dos moradores e suas tradições. O papel do estado não pode ser substituído pelo setor privado, mas deve atuar em parceria com ele, protegendo as expressões da cultura popular, único campo onde ainda não somos colônia. É essencial defender o saber local com investimento no território, descentralizar os processos decisórios e a disposição aos bens e serviços culturais. Pensar em políticas públicas para a cultura hoje é elaborar metas num programa interdisciplinar, numa relação com a educação, meio ambiente, turismo, comunicação social, ciência e tecnologia, saúde, esporte, segurança pública, entre outros. Também sob o ponto de vista econômico a cultura pode ser compreendida como um sistema de cadeias produtivas e avança na economia do conhecimento: nos setores financeiros, biotecnologia e computadores.
 Dar dimensão do olhar para a cultura é inserir sua colaboração na busca constante por uma sociedade mais solidária, uma cidade menos desigual e com mais qualidade de vida. É possibilitar voz e visibilidade para os excluídos periféricos. A cultura é um fermento para um novo amanhã no cenário urbano, alicerçado na cidadania e na arte-educação. É preciso observar a cultura na sua dinâmica social, centralidade nos processos políticos. Assim, perceberemos que ela faz os jovens mais homens e os homens mais jovens.

Professor do Instituto do Carnaval, Sady Bianchin é poeta, ator, diretor de teatro, jornalista e sociólogo. Doutor em teatro e sociedade pela Universidade de Roma - Itália, mestre em ciência da arte pela UFF e professor universitário. Foi secretário de Cultura de Maricá. Este texto é versão ligeiramente modificada do artigo homônimo publicado no jornal “O Fluminense”.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Carta Aberta - Aos Conselheiros, artistas, fazedores de cultura e interessados na Cultura da Cidade de Niterói:

O Conselho de Cultura, a sociedade civil e o poder público iniciou o ano se apresentando e dialogando para a implementação das políticas públicas de cultura para o Município, tendo como prioridade para 2013 a implantação do Sistema Municipal de Cultura de Niterói, ou seja, um novo modelo de se construir uma política pública de cultura, de Estado, com duração de 10 anos e com olhar e prática na gestão compartilhada: poder público, conselho e sociedade civil. Para se construir o SMC são necessárias várias etapas que vão desde a assinatura da adesão (assinada em dez/2011) à discussões incansáveis, para elaboração dos eixos que norteiam um Sistema Municipal de Cultura. Objetivando à discussão, é necessário se criar um calendário com metas a serem cumpridas; com reuniões de GT´s específicos; com reuniões e demandas das câmaras temáticas; com a realização de um encontro com a nossa cultura, para finalizarmos numa grande mobilização para III CONFERÊNCIA DE CULTURA (que acontecerá no final de junho) onde elaboraremos nosso Plano Municipal de Cultura, completando assim o CPF (Conselho, Plano e o Fundo Municipal de Cultura) da Cultura que levará a criação da Lei do Sistema em nosso Município ainda este ano. Também na III Conferência será realizada a eleição de novos conselheiros. Niterói tem uma gama de diversidades culturais que precisa ser identificada, contemplada, divulgada e assim valorizada. O poder público está garantindo a gestão compartilhada já participando, desde o início de sua gestão, nas discussões para construção deste processo. Assim, aproveitando a importância desse diálodo estabelecido entre o conselho, a sociedade civil e o poder público convidamos a todos e todas para construirmos juntos esse novo momento e implantarmos nosso SISTEMA MUNICIPAL DE CULTURA adequado à nossa diversidade cultural.

Você conselheiro, artista, fazedor e interessado em cultura, a hora é essa. QUEREMOS E LUTAMOS PARA IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA MUNICIPAL DE CULTURA EM NITERÓI JÁ.

As reuniões do Conselho Municipal de Cultura acontece toda última quinta-feira de cada mês, sempre às 19h.

Próxima reunião: dia 28/02 - quinta-feira horário: 19h em 1ª convocação

LOCAL: SOLAR DO JAMBEIRO - Rua Presidente Domiciano, 195 - São Domingos, Niterói

Saudações Culturais, 

Rita Diirr Conselheira de Cultura
Câmara Produção Cultural(licenciada)
Conselheira da Mulher de Niterói
Membro da Agenda 21 de Niterói
Presidente do GRBC & Cultural Saias na Folia

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Conselho cria comissão de estudos para propor estratégias para inclusão da cidade no Sistema Nacional de Cultura

Amigos, só pra lembrar que temos reunião nesta segunda, 18/02 as 19h na FAN. Na pauta, estudos sobre os planos municipais de cultura. Aqui alguns casos municipais para estudar: São Gonçalo (que não foi publicado):http://pmculturasg.blogspot.com.br/p/apresentacao-do-plano-municipal-de.html Ribeirão Preto, Criciúma, Recife, etc (foram publicados):http://blogs.cultura.gov.br/snc/category/sistemas-municipais/leis-municipais/ As reuniões são abertas a TODOS. participem!!!!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Convocação do Conselho

Muitos políticos dizem que essa política democrática de fortalecimento dos conselhos setoriais implementada a partir do governo Lula é uma Balela, onde sua eficácia é algo inimaginável numa sociedade corrupta como a nossa. Trago por um momento aqui vivido, a experiência de uma vitória política e tanto aos olhos dos conservadores que pensam assim. A maneira que a secretaria das culturas está conduzindo as reuniões do Conselho de cultura é um reflexo de um processo de conquistas do cidadão niteroiense: fazedores de cultura, que apesar da falta de estrutura e desorganização encontradas como dificuldades impostas pela antiga gestão do município, se reuniram e através de muita perseverança e impôs um novo paradigma aos gestores de cultura desta cidade. Assim, alguns militantes da área de cultura através da disputa eleitoral se tornaram gestores da cultura na cidade, e até o momento estão honrando as Bandeiras que defendiam quanto militantes. Para quem ainda é enganado e não percebe que existe uma ideologia partidária que centraliza o poder e vive da especulação do capital e outra que democratiza o acesso ao poder e combate a desigualdade social. Está reflexão do processo do conselho municipal de cultura onde se tem algumas lutas e conseqüente conquista, nos revelam o que a sociedade civil é capaz de fazer quando se organiza. Estamos vivendo um momento de revolução democrática em nosso estado que precisa ser entendido pela população. Mesmo com problemas em nosso funcionamento e algumas criticas perante a nossa organização, saímos vitoriosos deste processo político e estamos colhendo alguns resultados, agora devemos levar as nossas experiências aos outros seguimentos do nosso município. Saudações libertárias Renan Gomes Conselheiro da Câmara Setorial de Música

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Convocação oficial

Prezados(as) conselheiros(as) como podem ver em anexo, pela primeira vez na gestão do atual conselho a Secretaria Municipal de Cultura publica a convocação oficial da reunião do Conselho de Cultura. Isso é apenas um gesto simbólico, mas já demonstra o compromisso dessa gestão com a participação da sociedade civil na gestão. A partir de agora, todas as reuniões serão convocadas em Diário Oficial e também mandaremos para publicação as atas das reuniões do Conselho. Sabemos que isso é uma obrigação, mas que nunca foi feito na gestão anterior. Nos encontramos no dia 31. Abraços Victor De Wolf Superintendente Cultural da FAN

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

RIO DE JANEIRO GANHA MAPA DE CULTURA NA WEB


São 92 vídeos, sete mil fotos e três mil verbetes sobre a cultura em todos os municípios do Rio disponibilizados em um portal na web e nas redes sociais. O Mapa aborda as principais manifestações culturais, artistas, personagens, patrimônio material e imaterial do Estado, gerando também uma enciclopédia online com dicas e informações de serviço. O Mapa de Cultura é um projeto da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), com patrocínio da Petrobras e coordenação, produção e conteúdo da Diadorim Ideias. O portal é colaborativo e estará sempre aberto a novos conteúdos
O Mapa de Cultura do Rio de Janeiro, que está sendo lançado na web, em novembro de 2012, é uma enciclopédia digital sobre a cultura do estado do Rio de Janeiro: do Quilombo de São José, em Valença, às rodas da Mana-Chica de São Francisco do Itabapoana, das batalhas de MCs que movimentam os domingos de Teresópolis às rodas de jongo, forrós e Folias de Reis, presentes em várias cidades.
Para o levantamento, três equipes de pesquisadores, fotógrafos e cinegrafistas percorreram os 92 municípios do Estado entre outubro de 2011 e março de 2012. Foram 120 dias de viagem e 10 mil quilômetros rodados. Neste esforço de catalogação inédito, foram mapeados patrimônios materiais, imateriais, personagens e artistas locais, destaques na dança, nas artes plásticas, no teatro, no cinema, no artesanato, no circo e na literatura.
As equipes em campo retrataram um Rio de Janeiro tradicional e moderno, de raízes afro-brasileiras, caiçaras, indígenas e europeias. Um Rio de Janeiro que também tem sua Finlândia, em Itatiaia, e seu Japão, em Itaguaí, com colônias de imigrantes que preservam costumes típicos; sua Itália, em Porto Real, com direito a dança italiana e muita massa; e o Líbano fluminense, em Cambuci, onde a língua árabe pode ser ouvida com frequência.
Traçar o Mapa de Cultura do Rio de Janeiro era uma prioridade da Secretaria de Estado de Cultura, um dos nossos projetos mais importantes e necessários”, diz a Secretária de Estado de Cultura, Adriana Rattes. “Ele nos ajudará a conhecer mais a fundo o tecido que forma a cultura do nosso estado, fará uma radiografia do que realmente são nossos 92 municípios e nos fornecerá subsídios para a elaboração do Plano Estadual de Cultura. Além disso, o Mapa é um importante instrumento de valorização do patrimônio fluminense e de disseminação da cultura, sobretudo do interior do Estado.


 O Mapa de Cultura do Estado do Rio foi produzido pela agência de conteúdo Diadorim Ideias  “Como tínhamos pouco tempo em cada local, optamos por fazer pequenos documentários sobre uma manifestação ou artista de cada município. Temos, por exemplo, vídeos muito interessantes mostrando o trabalho dos de bonequeiros de Cabo Frio, da Casa da Flor, em São Pedro da Aldeia e Mãe Meninazinha de Oxum, na Baixada Fluminense e os Cirandeiros de Paraty, para falar apenas de alguns. O trabalho fotográfico vai na mesma direção, temos ensaios de festas religiosas, de pratos típicos e de personagens maravilhosos do interior fulminense que virão à tona com esse trabalho”, diz Teresa Karabtchevsky que dividiu a coordenação do trabalho com Ana Madureira de Pinho.
Entre as descobertas da equipe do Mapa, vale destacar o Cineclube Tupinambá, na zona rural de Morro Grande, em Araruama, criado pela dupla de rapazes Felipe e Formigão. Depois de participarem de uma oficina de vídeo ambiental, eles resolveram produzir vídeos e exibi-los em um cineclube montado numa estrada de terra. Acabaram ganhando o apoio da comunidade para produzir novos vídeos. O MOF (Meeting of favela), que acontece todo mês de dezembro em Duque de Caxias e é considerado o maior festival de grafite da América Latina, reunindo 3 mil grafiteiros de todo o mundo, também foi registrado – inclusive, em vídeo –  pela equipe do Mapa. O MOF permanece desconhecido do grande público, embora acontece na Baixada Fluminense.
 Cultura Popular
Por todo o estado ecoam manifestações populares, como as Pastorinhas de Pádua; a Cavalhada de Campos dos Goytacazes; o Mineiro Pau de Miracema; o Boi Pintadinho de Italva; o Caxambu de Porciúncula; o Calango de Vassouras; a Ciranda de Paraty, a Mazurca de Resende. Bandas centenárias, como a Sociedade Musical Beneficiente Euterpe Friburguense, a Lyra dos Conspiradores, de Macaé, ou a Fraternidade Cordeirense ainda dão o tom das nossas festas, junto com corais, grupos de samba e choro, rock, hip-hop e funk. Festas, aliás, são nosso forte: temos uma variedade delas, religiosas e pagãs. Festivais como a FLIP, em Paraty, o Rio das Ostras Jazz & Blues, a FITA (Festival Internacional do Teatro de Angra dos Reis) e o Festival do Vale do Café, no Vale do Paraíba. E festas tradicionais, como a celebração do 13 de Maio no Quilombo São José, em Valença; a Festa do Divino, em Paraty; a Noite do Jongo, em Vassouras. 
A pesquisa no Mapa pode ser feita por municípios – com uma home page para cada um dos 92 municípios – ou por categorias: espaços culturais, agenda fixa, gente, patrimônio material, patrimônio imaterial, destaques e outras atrações. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012


O Festival mais charmoso do Brasil chega a sua 6Edição
Edição 2012 do festival, terá uma edição inédita em Niterói

Um dos mais charmosos e agradáveis locais do Rio de Janeiro, o Leblon, em novembro, dará início a uma programação composta por uma infusão de Jazz dançante e popular, que irá se estender até a cidade de Niterói. Pelo quarto ano consecutivo o Leblon Jazz Festival, apresenta nos dias 08, 09, 10 e 24 de novembro, grandes nomes do jazz, blues, lounge e MPB, no Rio e em Niterói. No palco da Dias Ferreira, as apresentações serão todas gratuitas e abertas ao público, ocasião em que saem os carros, entra os amantes da boa música, que, como principal atração da festa, desfilarão por um tapete vermelho – marca do festival – e terão à sua disposição lounges, bares e restaurantes com ações criadas especialmente para a data.

Já na edição Fluminense, o festival encontra na cidade um ambiente ideal para romper as suas fronteiras, sendo realizado dia 24 de novembro, na charmosa e badalada Rua Cel. Moreira Cézar, localizada no coração de Icaraí, ponto de encontro dos amantes da moda, gastronomia e boemia.

Para esta edição, estão confirmados os nomes de Otis Trio, Samba Jazz Trio,  Fino Coletivo, dentre outros.

Fino Coletivo


AFRO JAZZ

Monte Alegre Hot Jazz Band


Riqueza, versatilidade e alegria evidenciam a diversidade de repertório que compõe a série de apresentações deste ano.

Também está garantida a variedade de subgêneros do jazz, como os sucessos dos antigos Dixies, o ritmo dançante e cheio de energia das big bands ou a mescla do jazz clássico com traços de música pop, gospel e country.

O Festival aponta a renovação da programação, que contempla uma série de shows e apresentações inéditas com relação às edições já realizadas. Segundo a organização, são dois os quesitos que norteiam a escolha das atrações do Leblon Jazz Festival: Ter altíssima qualidade musical e de repertório e representar os diferentes subestilos do genêro, incluindo também nomes populares que representem a cultura musical brasileira.

A objetivo principal do Festival desde o início é fazer com que o público, em geral, de qualquer classe ou idade, tenha o máximo de contato com esse estilo. Dentro disso, espera-se que as pessoas desenvolvam a preço por determinado subgênero, potencializando a formação de platéia e rompendo o preconceito relativo ao jazz, associado e percebido como um gênero musical elitista.

Um verdadeiro lounge a céu aberto

Ao longo de um dia inteiro, pessoas de todas as faixas etárias e classes sociais poderão não apenas curtir a boa música dos shows, mas também desfrutar do melhor da gastronomia. Confortáveis lounges e bares do evento ficarão espalhados pela Dias Ferreira, que terá ainda uma área exclusiva para 200 convidados, além dos já renomados restaurantes que fazem da rua e da região um dos mais prestigiados pólos gastronômicos da cidade. Com estrutura similar, o evento em Niterói, irá interditar o trecho da Rua Cel. Moreira Cézar, compreendido entre as Ruas Otávio Carneiro e Belisário Augusto, para montagem de uma verdadeira passarela cultural, aonde teremos lugar de destaque para uma eclética programação artística, além de completa estrutura gastronômica composta por renomados e tradicionais restaurantes da cidade, que terão réplicas de seus estabelecimentos a serem montados especialmente para o evento.

Linha do Tempo

Com apresentação da Secretaria Estadual de Cultura e da Claro e patrocínio da Itaipava Premium, o Leblon Jazz Festival vem se consagrando como referência entre os festivais de jazz do Brasil. Hoje, é o maior em termos de público, com cerca de 50.000 visitantes na edição 2011. Por trás do projeto, a vontade de lançar um novo olhar sobre o Leblon, promovendo a acessibilidade do público ao melhor do jazz, um dos mais prestigiados gêneros musicais do mundo.

Com acesso gratuito, ligações com músicos e instituições locais, e atividades de formação e de fomento, o Leblon Jazz Festival é exemplo de política pública para cultura, ao promover a democratização do acesso à música, sempre com organização e segurança.

  NÚMEROS DO LEBLON JAZZ FESTIVAL
-                Edição nº 6
-                13 atrações
-                24 horas de músicas
-                3 dias de show
-                3 palcos
-                80 mil pessoas
-                120 empregos diretos
-                1.100 empregos indiretos.

PROGRAMAÇÃO LEBLON JAZZ FESTIVAL - EDIÇÃO 2012

Dia 24/11
 – Palco Rua Cel. Moreira Cézar, Icaraí, Niterói/ RJ
(Entre as Ruas Otávio Carneiro e Belisário Augusto)

13h – Abertura do palco com DJ Shama In Jahzz
13h30 – Monte Alegre Hot Street Jazz Band (RJ)
15h – Otis Trio (SP)
16h – Dino Rangel & Marcel Powell
17h30 – Samba Jazz Trio (RJ)
20h30 – Fino Coletivo

Dia 20/01/13 - Aguardem a edição de Verão do Festival!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Conselheiros,

Saiu hoje na Tribuna a nomeação dos conselheiros que faltava.

Cinema e Vídeo - Titular - Leonardo Giordano (licenciado nesse período eleitoral, até o dia 07 de outubro).
Cinema e Vídeo -  Suplente - Victor Augusto Corrêa Rocha
Inst de Ensino Superior -  Titular - Jose Henrique Antunes
Inst de Ensino Superior - Suplente - Wagner Morgan
Câmara Municipal de Niterói - Titular - Vitor Junior
Câmara Municipal de Niterói - Suplente - Waldeck Carneiro

Secretaria de Educação - Titular - Nadia Regina de Macedo Enne
Secretaria de Educação - Suplente - Ana Cristina Magalhães
Secretaria de Cultura - Titular - Silvia Barbosa Guimarães Borges
Secretaria de Cultura - Suplente       - Carla de Melo Campos


Abç.
Graça Porto
Conselheira de Cultura - Câmara Livros e Literatura

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ministra da Cultura recebe projetos do Cinema Icaraí e do Centro de Artes e assina acordo de cooperação com a UFF


4/9/2012

Em audiência que durou mais de uma hora e meia, na tarde de ontem, 3 de setembro, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, recebeu o reitor Roberto Salles, que falou sobre os projetos culturais da universidade. Salles apresentou e entregou à ministra o Plano de Negócios desenvolvido pela UFF, especificamente para o espaço do Cinema Icaraí, e, quanto ao Centro de Artes, o projeto de revitalização e planilhas de custo de cenotécnica (parte do cenário que fica montado definitivamente) e luminotécnica (iluminação específica para atender a demanda) do Teatro da UFF.





A ministra garantiu que o ministério vai estudar os projetos e falou sobre alguns editais do Ministério da Cultura (MinC) e da Fundação Nacional de Artes (Funarte) que apoiam iniciativas culturais. Ana de Hollanda também viu fotos do Cinema Icaraí, analisou as planilhas e, atendendo pedido do reitor, disse que sua equipe marcará até a próxima semana reunião com técnicos de ambos os órgãos, para estudar a viabilidade de investimentos nos dois espaços culturais. 

Cinema Icaraí - Em sua fala, Roberto Salles explicou que o cinema é um espaço histórico de Niterói com o qual a população tem vínculo afetivo. "Está desativado desde 2005, e em 2011, com a sensibilidade do ministro Fernando Haddad, o imóvel passou a ser da universidade, garantindo a sua permanência como cinema. Pretendemos que o imóvel seja reestruturado, renovado e reinventado; precisamos transformá-lo em espaço cultural multiuso sustentável. Temos, inclusive, o apoio da população, manifestado em audiências públicas e por meio de pesquisa feita pela própria universidade".

Centro de Artes - 
O reitor também explicou que "o Centro de Artes da UFF é composto por cinema, teatro e galeria de arte e está situado no prédio da Reitoria. Em seu pleno funcionamento, é um dos espaços culturais mais férteis de Niterói e registra um grande fluxo de circulação de pessoas, até porque realiza programas para todas as manifestações artísticas. Então, foram inevitáveis a reforma e a modernização, devido à precariedade em que se encontrava o centro". O cinema passa por reconstrução, está na fase da colocação da estrutura metálica. E a conclusão da primeira etapa das obras, teatro e galeria, está prevista para o primeiro semestre de 2013. 




Acordo de cooperação - O reitor e a ministra também assinaram acordo de cooperação técnica para o fortalecimento de políticas culturais, que prevê ações conjuntas para o desenvolvimento da economia criativa brasileira. Ao destacar a escolha pela UFF, a ministra disse que "foi criado um elo com uma universidade muito forte, especialmente nas competências artísticas", informou Ana de Hollanda.

O acordo é baseado em três eixos de atuação: levantamento de dados e informações sobre economia criativa; fomento ao empreendedorismo criativo e formação de competências criativas. Após a assinatura, o reitor Roberto Salles ressaltou a produção acadêmica da UFF no campo artístico e o alcance da sua plataforma de ensino a distância. "A UFF foi uma das pioneiras no ensino a distância e está presente em sete estados. Esse acordo, além de fortalecer o empreendedorismo criativo brasileiro, vem ao encontro da nossa preocupação com o meio ambiente, economia limpa, grupos criativos que desenvolvam projetos para a sustentabilidade da nossa cidade e do país", explicou Salles.

--> Consulte o acordo de cooperação.

A secretária da Economia Criativa, Cláudia Leitão, presente à assinatura do documento, falou sobre a proximidade com a UFF. "Temos uma longa história com a universidade, vamos dar continuidade a partir desses três eixos, estimulando a formulação de editais, a concessão de bolsas de pesquisa, o desenvolvimento de tecnologias, de incubadoras e birôs de serviço e apoio ao pequeno empreendedor criativo".

Também estiveram presentes à audiência a secretária do Audiovisual, Ana Paula Dourado Santana, a coordenadora-geral de Desenvolvimento de Projetos Integrados da Secretaria de Economia Criativa, Teresa Cristina Oliveira, e a assessora da ministra Daiana Dellagostin. 


fonte: UFF Notícias - Superintendência de Comunicação Social (SCS)



sábado, 1 de setembro de 2012

Convite Especial




Você é nosso convidado Especial para participar do  Encontro do Fórum de Cultura de Niterói (FOCUN), no próximo dia 5 de setembro, às 19h30min, no plenário da Câmara Municipal de Niterói, quando serão apresentadas propostas para políticas públicas voltadas para a área da Cultura ao candidato a prefeito de Niterói  Flávio Serafini (PSOL)
 Vamos apresentar nossas propostas e ouvir dos candidatos a prefeito o compromisso que eles têm para a Cultura de Niterói.

             A agenda dos próximos candidatos é a seguinte: Sérgio Zveiter (PSD) é no dia 12 de setembro, quarta-feira; Rodrigo Neves (PT) será no dia 19 de setembro, quarta-feira; e no dia 26 de setembro,quarta-feira,  Heitor do PSTU à confirmar. Todos os encontros começam às 19h30min, no plenário da Câmara de Vereadores, no centro de Niterói.

  Compareça! Sua presença é fundamental e decisiva para mudar, revitalizar e definir quais políticas públicas que queremos no universo cultural de Niterói.  FOCUN - Fórum de Cultura – Niterói

 


Felipe Peixoto assume compromissos com a
Cultura durante encontro com o FOCUN
 
 
 O Fórum Cultural - Niterói (FOCUN) começou com o candidato a prefeito de Niterói, Felipe Peixoto (PDT), a série de encontros com os prefeitáveis, no último dia 29/8, no plenário da Câmara dos Vereadores, para saber o que eles pensam sobre a cultura de Niterói. Com a presença de mais de 150 pessoas e cerca de 30 entidades representativas da Cultura de Niterói, o diretor de teatro e um dos coordenadores do Fórum, o jornalista Mário Sousa, explicou que o O Focun é um espaço aberto, democrático, plural, que pretende agregar idéias e formatar propostas com intuito de definir políticas públicas na área cultural de Niterói.
 
 Em seguida,  Elyzio Falcato, também coordenador e produtor cultural,  leu o documento com as principais demandas apresentadas por vários segmentos culturais da cidade, como:Reestruturação da Secretaria Municipal de Cultura, tendo como meta preferencial atender a todos os segmentos culturais da cidade; Criação do Fundo de Cultura Municipal e de Leis de Incentivo à Cultura; Fazer valer o Conselho Municipal de Cultura; Apoio à Conferência Municipal de Cultura; Lançamento de editais diferenciados para os artistas e companhias de Niterói, para ocupação dos espaços públicos culturais, com reserva de cota de 35% (no mínimo) de cada espaço existente; Redução das taxas para ocupação dos espaços públicos culturais para as companhias e artistas comprovadamente da cidade; Definição de um espaço que atenda como Sede todas as entidades culturais; Apoio logístico aos grupos e artistas da cidade, que por ventura vierem a participar de eventos estaduais, nacionais e internacionais; Utilização do Caminho Niemeyer para eventos culturais e datas significativas da cidade; Encontro cultural em Niterói, em um grande Festival, reunindo todos os segmentos artísticos da cidade; Documentar a Memória Artística Cultural da cidade, através da criação do NIS (Niterói Imagem e Som); e a Permanência do Museu da Imprensa em Niterói
 
Felipe Peixoto destacou que o documento não apresenta nenhuma proposta absurda. “A lei de incentivo à cultura, por exemplo, é fundamental”, disse. O candidato lembrou que Niterói sempre foi um celeiro de artistas, mas que a cidade precisa avançar ainda mais nesta área, mesmo reconhecendo que Niterói é uma referência como pólo cultural. O candidato falou também sobre a importância de integrar a Cultura com a Educação, através do Projeto Nomes nas escolas municipais
 
 Felipe recebeu da Coordenadora das Feiras de Artesanato, Malu Tavares, um documento sobre as propostas dos artesãos, que destaca a integração de um Setor Artesanal com a estrutura da Secretaria de Cultura. Felipe concordou com a maioria dos itens, apenas ficou de avaliar a proposta de criar um Fundo para o Artesanato, que se conflita com o Fundo de Cultura.
 
O Presidente do Conselho Municipal de Cultura, Sady Bianchin, elogiou a iniciativa e a representatividade do Fórum, com a preocupação de ouvir todos os candidatos a prefeito.

 
Entre outros, estiveram presentes: Ito Machado (presidente da União das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Niterói - UNEBCN); Enésio da Fonseca (diretor da UNEBCN); Dina Feijó (Escritora e Diretora Administrativa da Neltur); Franci Machado Darigo (Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói); professora Felisberta Carvalho, ex-Secretária de Educação; Antônio Machado (Presidente da Sociedade Fluminense de Fotografia); Rivo Gianini (Presidente da Aliança Francesa de Niterói); Suzana Santos Moreira (Presidente da Casa do Artesão); Carlos Augusto Franco (Diretor da Niterói Discos); Neide de Barros Rego (Presidente do Centro Cultural Maria Sabina); Alexandre Calheiros Alvarenga (Coordenador de Pós-Graduação de Dança de Salão da Universidade Gama Filho); Mariney Klecz (Academia de Letras da Região Oceânica de Niterói); Odilza Vital  (Casa da Amizade de Niterói); Sabrina Santos (Grupo Corpo e Movimento de Cadeirantes - Associação Niteroiense dos Deficientes - Andef); Continentino Porto (Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro); Luiz Carlos de Carvalho (artista plástico e representante do Colegiado Setorial de Artes Plásticas do Ministério da Cultura; Carlos Alberto Ribeiro (Representante da escola de Dança Jayme Arôxa); Ricardo Pache de Faria (Comissão de Moradores de Niterói); Aloisio Lages (Produtor e pianista); Paulo Cesar (Centro Cultural Onix na Alameda São Boaventura, no Fonseca); Rulian Rosa da Silva (Diretor Executivo de Políticas Públicas da Juventude da União Estadual de Estudantes Secundaristas - UEES-RJ); Renan dos Santos Gomes (Conselho de Cultura- Câmara de Música); Natalia Valdanini (Estúdio Artes dos Pés), Iran Pacheco (Academia de Dança), Daniela Feijó (Diretora da Urban Dance Center); Keiko Mayama (artista plástica); Sohail Saud (Diretor do Teatro; Graça Porto ( Conselho Municipal de Cultura); José Marques ( Coordenador do Setor de Audio Visual do Instituto de Comunicação da UFF); jornalista Mário Dias (Programa Casa da Gente);Naldinho ( presidente da Associação de Moradores do Badu) 
-- 
 
 
 
Mário de Sousa
Assessor de Comunicação
(21) 9756-7379
 

A Cia. de Ballet de Niterói, fez uma manifestação pacífica no campo de São Bento

CANTAREIRA PODE VIRAR HOTEL


Mesa de Abertura da 2ª Conferência Municipal de Cultura de Niterói


O QUE É O CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA?

Um conselho forte e representativo da sociedade é o primeiro passo para a democratização da produção e do acesso à arte e à cultura tão reivindicada em Niterói. Veja o que diz a lei que o regulamenta:

"Art. 2º - O Conselho Municipal de Cultura é um órgão coletivo com a participação do Poder Público e da sociedade civil, que auxilia na elaboração e execução da política cultural do Governo Municipal, e que se fundamenta no princípio da transparência e da democratização da gestão cultural constituindo-se em instância permanente de intervenção qualificada da sociedade civil na formação de políticas de cultura".



O que mais se espera de um
conselheiro de cultura e seu suplente?

A atenção e o desejo declarados pela defesa dos direitos e interesses da sociedade representada pelas câmaras setoriais e NÃO dos seus próprios.Espera-se de um conselheiro uma atitude altruísta de entrega e doação de seu tempo, influência e energia em favor destes direitos e interesses coletivos. Espera-se ainda o fiel e sincero comprometimento do conselheiro com as suas respectivas câmaras setoriais, que deverão nortear e legitimar a sua atuação até o fim de seu mandato. Portanto, antes de ser candidato, pense bem no compromisso e na responsabilidade que assumirá perante a sociedade.

O que são as Câmaras Setoriais?

São os espaços criados para que cada segmento da cultura possa pensar em suas questões particulares, eleger seus representantes e dar continuidade às discussões depois do conselho eleito. Cada conselheiro eleito deverá ter como referência as demandas levantadas pela câmara que o elegeu e cada câmara terá a função de manter o espaço aberto com reuniões permanentes em data e local a serem definidos pelos seus participantes. As câmaras acompanham o trabalho do conselho, sendo um dos principais canais entre a sociedade e o CMC.

Com base na Lei Municipal 2489 de 26/11/07, que regulamenta o CMC, foram fundadas no encontro do dia 03/06/08 as seguintes Câmaras:

  • Produtores Culturais
  • Instituições de Ensino Superior
  • Serviço de Rádiodifusão
  • Setor Empresarial Cultural e Equipamentos Locais
  • Movimentos Sociais
  • Artes Cênicas
  • Artes Plásticas
  • Cinema e Vídeo
  • Dança
  • Livro e Literatura
  • Música


O que se espera de uma câmara setorial?

A manutenção do debate aberto e democrático sobre os assuntos de seu interesse específico e assuntos que envolvam a cultura como um todo, em reuniões com freqüência regular e acesso facilitado a todos. É responsabilidade de cada câmara setorial a manutenção, ampliação e aprofundamento dos debates para que seja cada vez mais representativa e legítima.

Espera-se ainda das câmaras e seus integrantes o fomento e a participação atuante no Fórum Cultural de Niterói, espaço destinado ao encontro de todas as câmaras setoriais com a sociedade e os membros do Conselho, cuja lógica, freqüência e dinâmica das atividades serão ainda definidas por seus participantes.


Diretrizes aprovadas pela II Conferência de Cultura de Niterói


GRUPO I
PRODUÇÃO SIMBÓLICA E DIVERSIDADE CULTURAL

Presenças:
• Jorge Zulu
• Luiz Augusto Rodrigues
• Fábio Lima
• Amadou Diop
• David Nascimento Bassous
• Adriana de Holanda
• Ludi Um
• Adriano Batista
• Cida Palmerim
• Raquel Palmerim
• Adelcio Junior

FOCO:
Produção de arte e de bens simbólicos, promoção de diálogos interculturais,formação no campo da cultura e democratização da informação.
1. Produção de Arte e bens simbólicos
2. Convenção da diversidade e diálogos interculturais
3. Cultura,educação e criativade
4. Cultura,comunicação e democracia

DIRETRIZES E AÇÕES:

O grupo buscou identificar, a partir das colocações dos integrantes, ideias gerais que pudessem se configurar como diretrizes , e nelas as ações mais concretas.
Buscou identificar dentre as diretrizes construídas, aquelas que expressem ações de âmbito municipal, estadual e federal.

• Instituir programas de apoio à difusão e intercâmbio cultural para artistas e ativistas culturais
• Sensibilizar cotidianamente os gestores, governamentais, institucionais e comunitários sobre a diversidade das expressões culturais
• Criar, numa parceria governo e sociedade civil, um portal interativo dos movimentos e redes culturais
• Democratizar o acesso aos selos da cidade, atendendo à perspectiva da diversidade cultural
• Instituir prêmio municipal para as manifestações populares
• Instituir editais voltados à diversidade cultural
• Garantir no Fundo Municipal de Cultura a atenção à promoção e apoio da diversidade cultural
• Garantir as manifestações populares dentro das redes de formação
- buscar parceria com a UFF para processos de capacitação e extensão que se apropriem da pedagogia griô e outras tecnologias e conhecimentos sociais
- instituir nos eixo curriculares, em nível federal, estadual e municipal, a atenção às expressões da diversidade
- implementar oficinas culturais com expressões da diversidade (jongo, capoeira, samba, artesanias pesqueiras, etc)

• Construir ações de patrimônio imaterial
- garantir a manutenção e salvaguarda dos territórios com expressões culturais diversas
- recuperar as relações dos territórios pesqueiros com as festas próprias
- incentivar o Conselho Municipal de Cultura como lócus das questões da diversidade cultural
- identificar e preservar a memória niteroiense, a exemplo da história da Cantareira e demais espaços, da fundação do Partido Comunista Brasileiro, das resistências vivenciadas pela cidade
- criar Câmara setorial de Manifestações Culturais Populares no Conselho de cultura

• Criar canais permanentes de divulgação e avaliação das ações referentes à construção do Plano Municipal de Cultura, culminando a eleição dos Conselheiros de Cultura com discussões sobre a construção, implementação e avaliação do Plano
• Estimular a ocupação dos equipamentos e espaços públicos com expressões e manifestações populares
• Fomentar o uso das praças com atividades culturais contínuas, identificando junto aos usuários de seus entornos quais os melhores usos
• Cessão de uso de edificações públicas para as expressões e organizações das culturas populares
• Fazer Encontro Niterói-Áfricas, com a pluralidade de suas especificidades

Diretrizes municipais, estaduais e federais:
• Garantir a expressão das culturas africanas
• Garantir a expressão das culturais indígenas
• Garantir acessibilidade ampla (acesso à produção e fruição) às pessoas com deficiência, nas práticas culturais (acessibilidade física e cognitiva)

Diretriz federal:
. garantir que o Vale Cultura seja beneficiador também das práticas culturais em toda sua diversidade e dimensão, para muito além das indústrias culturais




Grupo II
Cultura, Cidade e Cidadania

1. Criação do Observatório de Cultura de Niterói de caráter autônomo com o objetivo de avaliar e fiscalizar a gestão, o orçamento e o Conselho de Cultura, com frequência anual.
2. Que todos os editais para acesso a financiamento de projetos culturais, bem como ao acesso à montagem de eventos em equipamentos públicos sejam construídos em parceria com a sociedade, democratizando e desburocratizando o processo.
3. Propor ao Conselho de Cultura a criação das Câmaras Setoriais de Cidade e Cidadania; Movimento Popular Associativo.
4. Garantir recursos que levem Niterói as telas de TV e cinema através de Comissão e lei específica para produção, distribuição e exibição de cinema em Niterói.
5. Fomentar produções audiovisuais externas com locações em Niterói, garantindo um percentual de profissionais e empresas da cidade nestas produções (Film Comission)
6. Ampliação e fortalecimento do centro de criação, capacitação e preservação de atividades de artesanato (Espaço do Artesão), instalando-o em um espaço permanente em área de grande circulação de pessoas para comercialização da produção artesanal niteroiense.
7. Tombamento definitivo do cinema Icaraí pelo INEPAC e preservação do espaço original com fins culturais. EST
8. Preservação dos espaços da Concha Acústica com finalidades de uso cultural, social e esportivo.
8.2. Preservação dos espaços da SETAL com finalidades de uso pesqueiro.
9. Tombamento para fins culturais do Solar do Barão – antigo Colégio Brasil
10.1. Tombamento e ocupação de todas as praças públicas, garantindo seu uso adequado às identidades locais.
10.2. Tombamento dos imóveis de interesse histórico e cultural que apresentem traços e elementos representativos da história cultural da cidade, incluindo as obras recentes do arquiteto Oscar Niemeyer que já fazem parte da história do município.

10. Mapeamento e divulgação dos patrimônios materiais e imateriais de Niterói
11. Mapeamento e divulgação dos próprios Públicos Estaduais. EST
12. Mapeamento e divulgação dos próprios Públicos Federais. FED
13. Criação de programa de cultura popular e comunitária com apoio institucional aos grupos.
14. Criação de circuito oficial para a fruição da produção cultural niteroiense.
15. Retomar os espaços culturais: Cantareira e Teatro Leopoldo Fróes.
16. Criação de Comissão de Direitos Autorais na Câmara dos Vereadores.
17. Garantir em Lei a proibição do contingenciamento do orçamento da cultura
18.
19. Garantir o Museu da Imprensa em Niterói - EST
20. Fiscalização das concessões de rádio difusão de Niterói para que veiculem cultura local
21. Garantir espaço na grade de programação das TVs públicas para veicular produção cultural.
22. Realização de audiência pública na Câmara Municipal de Niterói para discussão das propostas da II Conferência Cult ainda em 2009
23. Propor ao Conselho o acompanhamento das atividades do Espaço Cultural Antônio Callado
24. Promoção da cultura nos equipamentos educacionais públicos existentes em morros e favelas, principalmente nos fim de semana.
25. Distribuição da Agenda Cultural nas Ass. de Moradores das Comunidades.
26. Criação de um programa de Vale Cultura municipal.
27. Garantia de acesso às atividades culturais por pessoas de baixa renda através de transporte público gratuito.
28.
29. Criação de um Portal Municipal integrado ao Portal Estadual de Cultura
30. Criação de Espaço de Convivência Cultural para os agentes culturais da Cidade.
31. Transferir a administração e a gestão dos recursos públicos para o carnaval da cidade para um comitê formado pela Secretaria de Cultura, Neltur e sociedade civil.
32. Garantir a continuidade dos projetos culturais realizados pelo poder público municipal, submetendo sua suspensão à análise do CMC.
33. Criação do Instituto Municipal de Patrimônio Histórico, Artístico e Natural, de caráter autônomo.
34. Criação do museu histórico da cidade, indicando-se o Forte do Gragoatá.
35.
36. Restauração histórica dos prédios do antigo Porto de Niterói .
37. Criação de Centro de Referência de Culturas e Saberes Tradicionais – EST
38. Revitalização urbana e cultural do aldeamento da praia de Itaipu.
39.
40. Exigência do funcionamento do sistema de transporte hidroviário nos finais de semana e durante a noite.
41. Patrocínio público da Niterói discos para programas musicais diários em rádios comunitárias.
42.
43. Volta da Barca das 07 nas estações da Barcas SA, realizada pela Secretaria Estadual de Cultura - EST
44.
45.
46. Transparência pública no acompanhamento do projeto do Museu do Cinema
47. Democratização da veiculação da programação cultural da cidade nos painéis dos pontos de ônibus e nos painéis da Neltur
48. Fomento ao Arranjo Produtivo Local do audiovisual
49. Criação do Centro Cultural Afro-Brasileiro em Niterói
50.
51. Que a Secretaria de Cultura divulgue em morros e favelas os procedimentos para a inclusão de eventos na Agenda Cultural
52. Menor burocracia para a realização de atividades culturais em logradouros públicos, resguardando as minimizações dos impactos para o espaço circundante
53. Obrigatoriedade de participação de artistas locais em apresentações de grandes artistas de fora.
54. Que a secretaria de cultura e o CMC participem da intervenção na cidade pela Secretaria de Controle Urbano e o Conselho Municipal de Segurança tratem de maneira transversal e com dignidade cidadãos considerados portadores de expressões culturais “marginalizadas”, como, travestis, prostitutas, mendigos, meninos e meninas nas ruas e outras.

Grupo III
Cultura e Desenvolvimento Sustentável

MEDIADORES: LUIZ CARLOS DE CARVALHO
RELATOR: CLAUDIO SALLES
DIRETRIZES DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

ESTADUAL
_ Criar campanhas de conscientização para a população consumir bens e prestigiar os espaços e artistas locais.

_ Editais e seleções públicas deverão ser construídos junto com a sociedade, abrangendo todas as áreas e proponentes, inclusive e principalmente pessoas físicas e associações informais, criando novas formas de incentivo e mecanismos permanentes e não pontuais, sempre prevendo contrapartidas sociais.

_Viabilizar transporte público de qualidade e segurança como condições essenciais para o acesso aos espaços e manifestações culturais.


MUNICIPAL
_Qualificar os agentes da cadeia produtiva oferecendo cursos e seminários gratuitos, criando escolas técnicas e a “bolsa cultura” para capacitar, fomentar a pesquisa acadêmica da economia da cultura e o intercâmbio cultural.

_ Criar um portal de conteúdo de forma colaborativa e democrática com espaço garantido a todos os artistas, produtores e moradores do município, bem como fomentar a criação de redes de relacionamento dos agentes da cadeia produtiva da cultura.

- Criação e fortalecimento de mídias públicas locais e garantia de espaços de participação e divulgação para os artistas e produtores culturais da cidade nos veículos de mídia eletrônica como rádios e TVs instalados na cidade, assim como exigir o cumprimento do plano de trabalho proposto pelas referidas emissoras quando da participação destas no edital que lhes concedeu o canal de comunicação, em especial no item que diz respeito à produção de programas locais, culturais e educativos produzidos na própria localidade .

_Para cada novo espaço cultural público a ser criado deve existir um plano de viabilidade consistente que garanta a qualidade da programação, implementando mecanismos de monitoramento social.


Grupo IV
Economia da Cultura

MEDIADOR: ALMIR MIRANDA DA SILVA
RELATORES: PEDRO DE LUNA
DIRETRIZES CULTURA E ECONOMIA DA CULTURA

ESTADUAL
_Desenvolver a economia da cultura, o consumo cultural, estimular pessoas jurídicas e pessoas físicas a investir na cultura local através da criação de incentivos fiscais, além de conscientizar os estabelecimentos, entre eles os espaços públicos, comerciais e de ensino, para comercializar produtos de artistas locais, bem como criar linhas de crédito e financiamento para empreendedores culturais, com condições específicas.

_Reduzir impostos na comercialização das ferramentas e equipamentos de utilização cultural, de produtos importados, e incentivar a produção nacional.

- Criação de selos fonográficos, editoriais, e de áudio-visual municipal/estadual por todo o território Nacional.

MUNICIPAL- Isenção de impostos para os estabelecimentos que sejam efetivamente comprometidos com atividades culturais e preferencialmente autoral, nas Áreas de Especial Interesse Cultural (AEIC) que constarem no Plano Diretor do município, além de mais investimento Público e Público/Privado nas referidas áreas e criação de outras como em Itaipu e Largo da Batalha.

_ Fomentar o turismo cultural em parceria com os órgãos locais afins, criando o calendário anual municipal com grandes eventos e atrativos todos os meses do ano.


Grupo V
Gestão e Institucionalidade da Cultura

Propostas da Conferência Municipal de Cultura de Niterói para a Conferência Nacional de Cultura:

1. Revisão da legislação que regula a gestão publica da cultura, tendo como foco o objetivo principal da ação cultural: a própria ação cultural. Revisão e compatibilização, se necessário, da lei orgânica municipal e das constituições estadual e federal;

2. Permitir maior autonomia executiva às unidades públicas de cultura na gestão de projetos e processos, criando instituições próprias para cada unidade cultural;


Propostas da Conferência Municipal de Cultura de Niterói para a Conferência Estadual de Cultura:

3. Criação de uma instituição de Patrimônio Cultural, de caráter autônomo, regional, para a preservação da memória do patrimônio cultural dos municípios da região do Leste Metropolitano II que conterá a criação de um banco de dados com o objetivo de agregar e disponibilizar informações aos municípios comprometidos. Esta instituição deverá ter como objetivo principal o caráter fiscalizador. Orientar tecnicamente e contribuir para as ações das instituições de preservação do patrimônio local, em especial as instituições autônomos de preservação do patrimônio cultural existentes nos municípios ou a serem criados;

4. Estabelecer efetivamente um sistema estadual de cultura que envolva as instituições públicas e privadas do Estado das diferentes esferas de poder com a construção coletiva e participativa de um plano regional de cultura do Leste Metropolitano II que oriente as políticas culturais afirmativas da região pelos próximos 10 anos. Recomendando-se que se crie instituições municipais autônomas de preservação do patrimônio cultural nos municípios, vinculadas a seus conselhos de cultura ou patrimônio.

5. Garantir a capacitação técnica aos agentes culturais para ações culturais, criando mecanismos em parceria com as universidades, secretarias municipais e estaduais e outras instituições afins, formatando as ações de capacitação;


Demais propostas da Conferência Municipal de Cultura de Niterói:

6. Criar uma instituição municipal de proteção ao patrimônio cultural, autônoma, à qual o conselho municipal de patrimônio estará comprometido;

7. Garantir a parceria e o comprometimento das instituições de proteção ao patrimônio das diferentes esfereras do poder público;

8. Estabelecer mecanismos e espaços de troca de experiências, de troca de tecnologia na gestão da cultura entre os municípios da região;

9. Estabelecer efetivamente um sistema municipal de cultura que envolva os equipamentos privados e públicos da cidade das diferentes esferas de poder, respeitando as leis vigentes nos diferentes níveis de governo;

10. Criação de um fundo municipal de cultura que contemple os diferentes segmentos culturais existentes na cidade;

11. Reformulação do fundo estadual de cultura com a criação de fundos setoriais por regiões do estado considerando, entre outras, as especificidades do Leste Fluminense II;

12. Construção participativa de um plano municipal de cultura que oriente as políticas culturais da cidade pelos próximos 10 anos.



MOÇÕES- Moção de Apoio e fortalecimento da Niterói Discos como patrimônio cultural da cidade, tendo em vista que é o maior selo municipal do país e uma das mais importantes iniciativas de fomento ao setor da música no Brasil, mas que está sucateada já há alguns anos.

- Moção de congratulações aos bares Convés, Candongueiro e São Dom-dom pelos excelentes serviços prestados a cultura da cidade e por servirem de pontos de resistência cultural para os principais movimentos culturais de Niterói.

- Moção de Repúdio ao desvirtuamento da Estação Cantareira (Happy News) que deixou de ser um centro produtor de cultura para se transformar numa empresa produtora de entretenimento banal, e à Prefeitura de Niterói que está pactuando com esta situação.

- Moção de Repúdio aos vereadores de Niterói pela total ausência e desprezo pela Conferência Municipal de Cultura de Niterói, bem como pelas questões em debate colocadas pelos movimentos sociais e conselheiros municipais.