Atas das Reuniões do Conselho



terça-feira, 22 de maio de 2012

ANOTE NA SUA AGENDA: QUINTA, 31 - 20H



Em 3 de maio de 2012 16:10

Caras(os) Conselheiras(os), agentes culturais, gestores, fazedores de cultura de Niterói,

Convidamos a todos para Reunião Ordinária do Conselho de Cultura de Niterói, a realizar-se no dia 31/05, quinta-feira, às 20h, Secretaria de Cultura de Niterói.

PAUTA:
 Apresentação da Proposta do Fundo Municipal de Cultura de Niterói, alterada pelo GT, de acordo com os novos modelos existentes visando o Sistema Municipal de Cultura a ser implantado em nossa cidade.

Quero ressaltar a importância da presença dos conselheiros e/ou suplentes, como também podem trazer interessados na pauta para finalizamos e entregamos ao Secretário para encaminhamentos definitivos.

Pensando em avançar para construção do Sistema Municipal de Cultura,  conto com a presença de todos e todas.


Saudações Culturais,

RITA DIIRR <rita.diirr@gmail.com>

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Centro de lazer incerto em Jurujuba




Atrasos na apresentação de documentos ao Ministério da Cultura (MinC) podem acabar com um sonho antigo dos moradores de Jurujuba e região: a construção de uma praça esportiva num campo de futebol abandonado na Avenida Carlos Ermelindo Marins. O impasse vem desde desde janeiro, quando a prefeitura perdeu o primeiro prazo para a entrega de certidões exigidas pelo ministério, para a liberação da verba de R$ 2 milhões. A prefeitura tem até 9 de junho para atender às exigências do MinC.


Crianças brincam em área que deveria receber a PEC dos Esportes em Jurujuba
Foto: Luiz Ackermann
Crianças brincam em área que deveria receber a PEC dos Esportes em Jurujuba Luiz Ackermann


Verba está reservada, garante ministério


Os recursos já estão reservados para a obra, que prevê a construção de uma quadra de esportes e um prédio multifuncional que promoveria cursos e aulas para pessoas das comunidades carentes no entorno.
— É um espaço que seria fundamental para a região. Esses atrasos mostram o desinteresse do Executivo em cumprir seus compromissos e, principalmente, em executar projetos em parcerias com outros entes federativos — afirma o vereador André Diniz (PT), que estava nomeado assessor especial do Ministério da Cultura na época do anúncio do programa.
A construção do equipamento urbano faz parte do projeto de Praça dos Esportes e Cultura lançado em março de 2010 pelo governo federal e faz parte da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). O objetivo é integrar, num mesmo espaço físico, programas e ações culturais, práticas esportivas e de lazer, formação e qualificação para o mercado de trabalho, serviços assistenciais, políticas de prevenção à violência e inclusão digital, de modo a promover a cidadania em territórios de alta vulnerabilidade social das cidades brasileiras.
— Este é um modelo social que foi muito debatido nas esferas federais. Criar núcleos de integração social em regiões-chaves onde a vulnerabilidade social do entorno seja alta. É parecido com o que foi implantado na Rocinha, no Rio, onde aos pés da maior comunidade da Zona Sul carioca se criou um espaço de integração para os moradores do morro — afirma o sociólogo Sandro Corrêa, referindo-se ao Complexo Esportivo da Rocinha.
Conforme último relatório emitido pela Caixa Econômica Federal (CEF) a pedido do MinC, a documentação foi entregue pela prefeitura em 28 de fevereiro, e as obras estavam previstas para começar em seis meses. Contudo, a prefeitura não apresentou a liberação do Corpo de Bombeiros, o que impede a conclusão do acordo, já que, até o fechamento desta edição, o município ainda não havia regularizado a situação. Se o fizer até 9 de junho, as obras podem começar em 28 de julho.

Prefeitura diz que já tem documentação

Em nota, a prefeitura informou que já tem a autorização do Corpo de Bombeiros para a obra e que está encaminhando o documento para as autoridades.
Os moradores querem uma solução o mais rapidamente possível para o problema.
— Somos nós que não temos um lugar descente para nossos filhos brincarem. Para eles, nunca tem pressa, mas quero ver na hora de virem aqui para pedir voto — disse revoltada a dona de casa Francisca da Conceição.



quarta-feira, 16 de maio de 2012


Prezadas Conselheiras e Conselheiros,

boa noite

A Rede “niteroicult.ning.com” acaba de ser criada e gostaria de contar com sua participação, dos seus amigos e parceiros que atuam na área cultural. É um serviço de utilidade pública, gratuito, que visa contribuir para a divulgação dos produtores, empresas, espaços culturais e entidades que atuam em Niterói e seu entorno. Buscamos somar iniciativas que contribuam para a sustentabilidade, visibilidade e a formação de parcerias na área da cultura.


Apresentação da Rede de Cultura


Celeiro de várias manifestações artísticas e destino de vários profissionais da área cultural que atuam em outras cidades. Niterói desconhece este rico universo. A rede “niteroicult.ning.com” busca promover o encontro destes profissionais  e permitir sua visibilidade no sentido de auxiliar aos poderes municipal, estadual e federal na realização de políticas públicas que atendam e fortaleçam a atuação e o desenvolvimento de setores com Artes Visuais, Artes Cênicas, Música e demais manifestações que se mostrem expressivas na cidade e no seu entorno possibilitando intercâmbios culturais.



Como forma de divulgação faremos contatos com Sindicatos Patronais; Associações de classe; Empresas atuantes na Área Cultural, Cooperativas; Universidades, Secretarias Municipais e Estaduais e demais entidades participantes da vida cultural da cidade.

Cadastre-se e contribua para que esta iniciativa some as expectativas de várias classes profissionais e espaços culturais de ter maior visibilidade perante a sociedade.
Caso tenha interesse em coordenar e desenvolver um GRUPO de MEMBROS é só se manifestar após fazer o cadastro.

Certamente na Rede niteroicult.ning.com” encontraremos pessoas fazendo negócios e amizades a todo o momento.


Aos membros da Rede é possível


Participar do Grupo de membros conforme sua área de interesse ou atuação
Enviar e receber mensagens
Acompanhar a agenda Cultural da Cidade
Divulgar Eventos Culturais
Divulgar ou encontrar Espaços Culturais
Divulgar e encontrar Serviços Profissionais
Participar de Bate papo com os Membros on-line
Importar catálogos de endereços do Yahoo, Gmail e AOL
Participar do FÓRUM de discussão de temas ligados as atividades culturais
Convidar amigos para participar da REDE
Adicionar fotos e vídeos de eventos culturais
Adicionar Eventos Culturais a página principal da Rede
Construir sua página, localizando os recursos conforme sua preferência
Escolher o seu endereço na internet “http://niteroicult.ning.com/profile/SEU_NOME
Compartilhar conteúdo no Twitter
Ser o Administrador do seu grupo de atividade
Ser o Moderador do seu grupo de atividade
Ter o seu Blog e receber comentários para as postagens
Fique a vontade para testar e usar todos os recursos.


Para ingressar na Rede clique no link abaixo:






--
Almir Miranda da Silva

Produção Cultural
Webdesign - Prod. Gráfica
almirmir@gmail.com
21 9933 1311

sábado, 24 de março de 2012

Prezados Conselheiros,


a reunião do Conselho Municipal de Cultura de Niterói que acontece dia 28 de março às 20 horas na FAN, estará abordando na pauta temas pertinentes para a cultura da cidade como:

conferência municipal,
eleição do conselho,
lei de incentivos ou fundo de cultura
e a democratização dos espaços culturais.

O secretário de cultura Claudio Valério confirmou a presença, conto com a presença de todos divulguem e tragam as idéias transformadoras para construir as políticas culturais do nosso municipio.

Atenciosamente,
Sady Bianchin.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Senado aprova projeto que cria programa Cinema Perto de Você

do O GLOBO - Cultura de Chico de Gois

BRASÍLIA - O Senado aprovou nesta terça-feira o Projeto de Lei de Conversão (PLC) que institui o programa Cinema Perto de Você, que tem como objetivo criar salas de cinema em cidades no interior do país e nas periferias das grandes cidades. O projeto renasceu depois que a medida provisória 491/2010 não foi votada a tempo e perdeu sua eficácia. Em setembro do ano passado, a presidente Dilma Rousseff enviou outra MP, a 545, convertida em Projeto de Lei de Conversão porque foram acrescidos novos itens - como o que permite a utilização do FGTS em obras da Copa e das Olimpíadas, inclusive para atividades de petróleo e gás vinculados à exploração do pré-sal. Dilma havia vetado esse dispositivo.

Com o programa Cinema Perto de Você, o governo quer priorizar o acesso da classe C a esse tipo de diversão, além de incentivar a construção de novas salas. Em 1975, o Brasil dispunha de 3.300 salas, ou uma para cada 30 mil habitantes em média, sendo 80% em cidades do interior. Em 1997, eram apenas 1 mil salas. Com a expansão dos shoppings centers, esse número chega atualmente a aproximadamente 2.200 salas - a maioria concentrada nas grandes cidades. O Brasil é apenas o 60º país na relação habitantes/sala.

Nas cidades com mais de 20 mil e menos de 100 mil habitantes o governo pretende fazer convênios com prefeituras e governos dos estados. A ideia é planejar a implantação de salas de propriedade pública com gestão preferencialmente privada. O projeto permite a instalação de salas de cinema, bomboniere e espaços comerciais e de prestação de serviços

O governo irá disponibilizar duas linhas de crédito para a construção de salas: o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e o Programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o Desenvolvimento da Economia da Cultura (Procult). O FSA terá uma verba de R$ 300 milhões para essa finalidade; o Procult tem uma linha de R$ 500 milhões para empréstimos.

Para ter acesso ao empréstimo, o empreendedor deverá fazer um projeto para construir no mínimo três salas, que podem estar em complexos diferentes. Haverá vários cenários possíveis para empréstimos, dependendo do tipo de empreendimento a ser erguido. Para os investimentos em cidades do Norte e Nordeste associados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou ao Minha Casa Minha Vida, por exemplo, não haverá juros com os empréstimos tomados no FSA.

O governo também irá desonerar os investimentos. Desta forma, não haverá impostos federais para a aquisição de máquinas, equipamentos e materiais de construção destinados à construção ou modernização dos complexos cinematográficos.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Conselho de Cultura faz balanço de 2011: secretário Cláudio Valério ignora a comissão

09/01/2012

Fonte: http://www.arariboiarock.com.br/site/index.php?page=visu&id=420

O conselheiro Fernando Paulino enviou à toda imprensa de Niterói um comunicado realizado por ele e os conselheiros Rita Dirr, Sady Bianchin e Wagner Morgan relatando o balanço do Conselho de Cultura de Niterói em 2011, confira:

"O Conselho Municipal de Cultura de Niterói fechou o ano de 2011 sem que o secretário de Cultura da cidade, Cláudio Valério Teixeira (FOTO) – conselheiro nato -, participasse sequer de uma reunião, ordinária ou extraordinária, da instituição. Este é o retrato sem retoque de uma relação difícil entre o Conselho Municipal e o Poder Executivo, considerando ainda que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente – também com assento nato no Conselho – nunca compareceu às reuniões.

 Secretário de Cultura de Niterói, Cláudio Valério Teixeira


Vale lembrar: o Conselho de Cultura é uma instituição pública garantida pela Lei Municipal 2.489, de 26 de novembro de 2007, e é integrado por representantes da sociedade civil e dos Poderes Executivo e Legislativo. Trata-se de uma conquista democrática da sociedade.

Neste segundo mandato, a homologação da posse dos conselheiros eleitos em agosto de 2010 foi publicada somente 10 meses após, fruto também do diálogo difícil com o Poder Executivo. O Conselho, de qualquer maneira, vem se fortalecendo, através de entendimentos com representantes culturais de outros municípios, do estado e da esfera federal.

Alguns conselheiros participam da Frente pela Democratização da Comunicação e Cultura no Estado, além de grupos de debates culturais em vários municípios do Estado do Rio e também nacionalmente.

Em 2011, vale destacar a atuação do Legislativo, que participou ativamente da gestão, envolvendo o Conselho nas análises de projetos da área de cultura e viabilizando o encaminhamento de propostas culturais surgidas na sociedade civil.

A Câmara dos Vereadores, ao longo do ano, promoveu audiências públicas do interesse da cultura da cidade, para tratar de questões como Espaço Cantareira, Cinema Icaraí, Revitalização do Carnaval, Companhia de Ballet, Estádio Caio Martins e sobre a II Conferência Municipal de Cultura.



Em todos esses fóruns de discussão, a lamentar ora a ausência ora a participação pífia dos representantes do Poder Executivo. Quando presentes, se diziam sem autonomia para agir ou mesmo demonstravam desconhecimento dos fatos – em geral, não apresentavam respostas às questões enviadas e protocoladas na Prefeitura.

Por sua vez, de forma voluntária, diversos artistas da cidade comemoraram, em agosto, o Dia do Folclore, nas escadarias da Câmara e realizaram audiência pública em busca de abertura do diálogo com o Poder Executivo. O presidente da Fundação de Artes de Niterói-FAN, Marcos Sabino, comprometeu-se em garantir um espaço na Secretaria de Cultura para as reuniões ordinárias do Conselho. Porém, em apenas duas reuniões houve representante da Secretaria, que fazia questão de dizer que lá estava como mero ouvinte.

Além disso, o espaço das reuniões carece de estrutura, não tendo sequer cadeiras em número suficiente para os conselheiros. Pela lei municipal 2.489, é dever da Secretaria de Cultura prover as necessidades administrativas do Conselho.

A adesão de Niterói ao Sistema Nacional de Cultura, em novembro passado, também foi difícil. Em setembro, o Conselho de Cultura formalizou ao prefeito Jorge Roberto Silveira documento em que afirmava que “os maiores desafios que hoje se apresentam são, de um lado, assegurar a continuidade das políticas públicas de cultura como políticas de Estado, com um nível cada vez mais elevado de participação e controle social e, de outro lado, viabilizar estruturas organizacionais e recursos financeiros e humanos, em todos os níveis de governo, compatíveis com a importância da cultura para o desenvolvimento do país”.

Sem resposta da Prefeitura e sob risco do Município ficar de fora do Sistema Nacional de Cultura – que garante verbas públicas para o setor cultural dos municípios -, conselheiros e diversos ativistas culturais da cidade começaram a organizar uma manifestação pública para o dia da abertura do Encontro Niterói com América do Sul, marcado para o início de novembro.

Foi assim, sob pressão, que a Prefeitura Municipal aderiu, no dia 1º de novembro, ao Sistema Nacional.

Em abril de 2012, será realizada a III Conferência Municipal de Cultura de Niterói. O melhor cenário para o movimento cultural é que, como uma demonstração pública para o diálogo, o Poder Executivo convoque formalmente o evento, para viabilizar uma discussão plural e democrática sobre políticas públicas para a cultura da cidade.

Porém, os ativistas culturais da cidade devem estar atentos para que essa decisão seja tomada logo.

A III Conferência deverá ter como tema central a discussão sobre a construção do Sistema Municipal de Cultura, que estabelecerá as linhas gerais do setor para os próximos 10 anos.
A lei que cria o Sistema Nacional de Cultura determina que o Sistema Municipal de Cultura tenha pelo menos cinco componentes: Secretaria de Cultura, Conselho de Cultura, Conferência de Cultura, Plano de Cultura e Sistema de Financiamento de Cultura.

A sociedade civil, através do Conselho de Cultura, deverá estar preparada para essa construção coletiva e espera contar com os demais parceiros".

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Prêmio Rio Sociocultural 2011 contempla grupos de Niterói



Foram anunciados os 10 finalistas do Prêmio Rio Sociocultural 2011. O Grupo Teatro Novo, que promove oficinas de teatro para portadores de deficiência intelectual (portadores de Síndrome de Down e autistas) em Niterói e no Rio está entre os finalistas e foi contemplado com R$ 3 mil. Em março, serão anunciados, durante uma cerimônia de premiação, os cinco vencedores, que receberão mais R$ 5 mil cada. Também foram contemplados com notebooks e certificados Sebrae cinco pontos de cultura de destaque, entre eles o projeto Orquestra de Cordas da Grota, também de Niterói. A cidade ainda está representada no projeto Cordel Com a Corda Toda, que apesar de ser realizado na Baixada Fluminense, surgiu a partir do Trabalho de Conclusão de Curso de uma graduanda em Produção Cultural da UFF.





Ações de Niterói ganham destaque no Prêmio Rio Sociocultural 2011

Em sua terceira edição, o Prêmio Rio Sociocultural já é sucesso absoluto entre os projetos socioculturais no Estado do Rio de Janeiro. Prova disso são as 320 ações inscritas, um recorde em relação às edições anteriores.
E mais: com as inscrições deste ano, o Prêmio atingiu a meta de participação dos 92 municípios fluminenses ao longo destes três primeiros anos. A cidade de Niterói está representada pelo finalista Grupo Teatro Novo e pelo projeto Orquestra de Cordas da Grota, selecionado como Ponto de Cultura de destaque. Os dez finalistas da edição 2011 foram escolhidos por uma comissão formada por representantes das instituições parceiras do Prêmio.

Grupo Teatro Novo

Fonte: Projeto Paralelo Comunicação



As dez ações selecionadas são: Projeto Mestre Fantoche Escola, de Macaé, Oficinas Grupo Teatro Novo, de Niterói, Cordel com a Corda Toda, de Nova Iguaçu, Livro no Ponto, de Petrópolis, Educando e Musicalizando São Sepé, de Pinheiral, Lona na Lua, de Rio Bonito, Mandala dos Saberes – Uma tecnologia Social, do Rio de Janeiro, Projeto 5 Visões – Formação Técnica em Audiovisual (P5V), do Rio de Janeiro, Projeto Dançarte, de São Fidélis, Plantando Ideias, Colhendo Soluções, de São José de Ubá. Os cinco Pontos de Cultura vencedores foram Formação em Gestão Cultural Compartilhada, de Petrópolis, Plantando Ideias, Colhendo Soluções, de São José de Ubá, Mandala dos Saberes – Uma Tecnologia Social e Na Boa Companhia, do Rio de Janeiro, e Orquestra de Cordas da Grota, Multiplicando Talentos, de Niterói.

Orquestra de Cordas da Grota





A cerimônia de premiação será realizada em março, no Rio de Janeiro. Os dez projetos finalistas serão contemplados com R$3mil e os cinco vencedores ganharão mais R$5mil cada. Serão distribuídos também Notebooks e certificados especiais Sebrae para os cinco Pontos de Cultura de destaque.

O Prêmio Rio Sociocultural foi criado com o objetivo de valorizar, divulgar e promover ações que contribuam para o crescimento social, para a autoestima das comunidades e que gerem trabalho, renda, cidadania e fortalecimento da identidade fluminense. Por conta disso, as ações participantes devem ser soluções simples, inovadoras e que dispensem grandes investimentos. Devem ter também potencial multiplicador para outras cidades, e ainda incluir segmentos culturais marginalizados, valorizar grupos culturais locais, e promover o desenvolvimento sustentável. “O Prêmio representa um estímulo as boas práticas de inclusão social”, observa a presidente do Rio Solidário, Daniela Pedras.

O Prêmio Rio Sociocultural conta com patrocínio da Ceg Rio e da Secretaria de Estado de Cultura, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, e apoio do Sebrae.


FINALISTAS


Cordel com a Corda Toda - Nova Iguaçu


Cordel com a Corda Toda
Fonte: Projeto Paralelo Comunicação


Idealizado com o objetivo de levar cordelistas para dentro das escolas, com o foco no resgate da cultura popular, o projeto é realizado há um ano e meio em três escolas municipais de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No bairro da Prata, ele é realizado em uma igreja e em uma associação, abrangendo também alunos de escolas estaduais e particulares. No total, atende a 500 crianças. “A meta é chegar a 600 alunos e atender outros municípios como Caxias, Queimados e São João de Meriti. A região conta com uma grande população de imigrantes nordestinos, que se identificam com a cultura do cordel”, diz a idealizadora do projeto, Priscila Seixas.

PROJETO DANÇARTE – SÃO FIDÉLIS
O projeto acontece uma escola estadual e atende a 95 alunos entre 5 e 17 anos. Três vezes por semana, eles têm aulas de dança moderna, street dance, dança popular, dança folclórica, coreografias afro e dança clássica. “Se o aluno falta aula, vou até a casa dele saber se está doente, porque a mãe não levou”, diz a idealizadora do projeto, a animadora cultural Adriana Oliveira. Ela criou o Dançarte com o objetivo de tirar as crianças e adolescentes da ociosidade e hoje o projeto é multiplicado por ex-alunos em escolas de outras cidades. Todo final de ano, tradicionalmente, há uma apresentação na quadra esportiva da cidade e a população contribui com doações. O sucesso de público é garantido.

Educando e Musicalizando São Sepé - Pinheiral
O projeto teve início em 2007, quando o músico Ramon Sant’Ana resolveu assumir a Banda de Música e Sociedade Recreativa de Pinheiral, fundada em 1957 e prestes a se desfazer. Hoje, atende a um total de 140 crianças e jovens em comunidades carentes de Pinheiral, distribuídos entre a banda de sopro e a orquestra de cordas. Mas quem pensa que se trata de um projeto de música clássica se engana, o repertório do grupo é diversificado, tocando desde Lady Gaga até Mozart. O projeto conta ainda com uma banda de tambores, composta por alunos da APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – da cidade.

Grupo Teatro Novo – Niterói e Rio de Janeiro
Essas oficinas de teatro voltadas para pessoas com deficiência intelectual (autistas e portadores de síndrome de down) acontecem em Niterói, no Clube Charitas, e no Rio de Janeiro, no Teatro Cacilda Becker, há cerca de 15 anos. O grupo conta com 60 alunos de 15 a 48 anos, que ensaiam duas vezes por semana. Os mais antigos, ou aqueles que se destacam, entram para a Companhia, que conta hoje com 15 atores. Eles fazem apresentações ao longo de todo o ano e já se apresentaram em várias cidades do Brasil, além de Estados Unidos, Colômbia e Peru.  “O teatro dá muita independência a eles, que passam a se sentir cidadãos de verdade”, diz a coordenadora, Cristina Guimarães.

Livro no Ponto – Petrópolis e Rio de Janeiro
Um livrão de madeira com dois metros de altura se abre no meio da rua e exibe prateleiras com aproximadamente mil livros novos, entre eles gibis, clássicos da literatura e lançamentos editoriais. Em uma bancada montada ao lado, o funcionário realiza o cadastro do leitor no computador e pronto, surge um novo conceito de biblioteca pública. A ideia foi implantada em 2009, na cidade de Petrópolis, onde já existem três módulos, situados em comunidades carentes. O número de livros emprestado chega a mil por mês. Além de incentivar a leitura entre a população, o projeto gera empregos para moradores.

Lona na Lua – Rio Bonito
“Se conseguimos colocar uma lona na lua, podemos montar uma lona em qualquer lugar”, é o que diz o ator Zeca Novais, idealizador do projeto que há cinco anos leva espetáculos teatrais para os quatro cantos de Rio Bonito, além de cidades vizinhas. Os atores são crianças e jovens que têm aulas de teatro, dança, música e capoeira gratuitamente, na sede do projeto, uma lona azul estrelada montada no centro da cidade.

Mandala dos Saberes - Uma Tecnologia Social - Rio de Janeiro
A Mandala dos Saberes é uma tecnologia social voltada para crianças, jovens e adultos, capaz de ser aplicada em qualquer espaço educacional: Ongs, Pontos de Cultura e escolas. O objetivo é contribuir para a ampliação do diálogo entre escolas e comunidades aproximando currículos acadêmicos das experiências culturais locais. Desde 2007, esta tecnologia é disseminada em nível nacional, para 10.042 escolas e cerca de 100 Pontos de Cultura. Os espaços-laboratório ficam na Casa da Arte Mangueira e em Vila Isabel, no Rio de Janeiro.

Projeto Mestre Escola de Fantoche – Macaé
Depois de fazer uma análise sobre a explosão demográfica ocorrida em Macaé, Raul Lavor percebeu a importância de criar um projeto que fosse pedagógico e lúdico ao mesmo tempo. Realizadas desde 2008, as oficinas de fantoche acontecem em quatro escolas municipais da cidade e têm o foco voltado para crianças de 10 a 12 anos. Cada oficina tem duração de seis meses, tempo em que os alunos produzem bonecos, roteiro e cenário das apresentações, realizadas no final de cada período. Em quatro anos, já foram realizadas cinco mostras em áreas de risco social e com a participação de 60 crianças.

Plantando Ideias, Colhendo Soluções – São José de Ubá
O projeto oferece cursos profissionalizantes de artesanato, corte e costura, e oficinas de teclado, violão, voz, flauta, cultura digital e arte cênica (teatro/fantoche) para mais de 10 comunidades da zona rural e urbana do município de São José de Ubá.  Implementado em 2010 com o objetivo de contribuir para a elevação do IDH da região, reduzir o índice de analfabetismo cultural entre os jovens, melhorar a qualidade de vida e diminuir o êxodo rural, o projeto conta com 158 inscritos, entre donas de casa, aposentados, lavradores e produtores rurais, e alunos das escolas públicas. Além disso, mais de 50 pessoas da comunidade acessam livremente a internet no Centro de Inclusão Digital.

Projeto 5 Visões – Formação Técnica em Audiovisual  - Rio de Janeiro
Desde 2007, jovens de 18 a 25 anos têm a oportunidade de ter uma formação profissional em carreiras ligadas ao audiovisual, na escola sediada na Fundição Progresso. Após 9 meses de aulas diárias, são formados maquinistas, técnicos eletricistas, cenotécnicos, marceneiros, camareiros, maquiadores e projetistas. Os alunos ganham bolsa, passagem, material didático e têm aulas com os melhores profissionais da área, além de receber acompanhamento pedagógico.



PONTOS DE CULTURA

Formação em Gestão Cultural Compartilhada - Petrópolis
Realizada desde janeiro de 2010, em Petrópolis, esta ação tem como objetivo capacitar produtores e gestores culturais para que esses atuem no processo de consolidação da cultura da região e em toda a sua cadeia produtiva. O público-alvo é formado por afro-descendentes, estudantes da rede pública de ensino médio do Estado, adolescentes e jovens adultos em situação de vulnerabilidade social, populações de baixa renda, jovens em conflito com a lei e portadores de deficiência.

Mandala dos Saberes - Uma Tecnologia Social - Rio de Janeiro
A Mandala dos Saberes é uma tecnologia social voltada para crianças, jovens e adultos, capaz de ser aplicada em qualquer espaço educacional: Ongs, Pontos de Cultura e escolas. O objetivo é contribuir para a ampliação do diálogo entre escolas e comunidades aproximando currículos acadêmicos das experiências culturais locais. Desde 2007, esta tecnologia é disseminada em nível nacional, para 10.042 escolas e cerca de 100 Pontos de Cultura. Os espaços-laboratório ficam na Casa da Arte Mangueira e em Vila Isabel, no Rio de Janeiro.

Na Boa Companhia - Rio de Janeiro
Realizada desde 2006, atualmente a ação acontece em duas escolas estaduais da cidade do Rio de Janeiro. O projeto oferece oficinas de audiovisual, começando pela fotografia, passando pelo documentário, forma e conteúdo, chegando a ficção e a animação. Também inclui cursos de teatro, com duas aulas semanais. Ao fim de cada ano letivo, é encenado um espetáculo por turma. Depois os espetáculos são apresentados em outras escolas, projetos, instituições públicas, etc. O foco é o público jovem, na faixa entre 14 e 25 anos, estudantes de escolas públicas do ensino médio, em geral oriundos de famílias de baixa renda. A ação atinge anualmente cerca 1000 pessoas, entre alunos regulares dos cursos, e o público dos espetáculos: familiares, amigos etc.

Orquestra de Cordas da Grota, Multiplicando Talentos - Niterói
Desde 2006 este projeto desenvolve um programa de formação técnica em música que transforma os alunos da rede pública de ensino em professores de música e em músicos. Eles atuam na própria comunidade, em eventos em locais públicos, e na Orquestra de Cordas da Grota. Atualmente com 300 alunos atendidos em 10 núcleos (em Niterói, Itaboraí e Maricá), o projeto replica, em outras comunidades em situação de risco, a experiência da Orquestra.

Plantando Ideias, Colhendo Soluções – São José de Ubá
O projeto oferece cursos profissionalizantes de artesanato, corte e costura, e oficinas de teclado, violão, voz, flauta, cultura digital e arte cênica (teatro/fantoche) para mais de 10 comunidades da zona rural e urbana do município de São José de Ubá.  Implementado em 2010 com o objetivo de contribuir para a elevação do IDH da região, reduzir o índice de analfabetismo cultural entre os jovens, melhorar a qualidade de vida e diminuir o êxodo rural, o projeto conta com 158 inscritos, entre donas de casa, aposentados, lavradores e produtores rurais, e alunos das escolas públicas. Além disso, mais de 50 pessoas da comunidade acessam livremente a internet no Centro de Inclusão Digital.


 Prêmio Rio Sociocultural:
Informações: 21 2233 3690

Fonte:
Projeto Paralelo Comunicação



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Bloco Saias na Folia sofre retaliação, não desfilará no Carnaval Oficial da Cidade e se desfilia da UESBCN



O Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco e Cultural Saias na Folia não abrilhantará mais o carnaval da cidade com charme e alegria como fez nos dois anos em que desfilou na Rua da Conceição. Em virtude da Presidente Rita Diirr ter se pronunciado numa Audiência Pública sobre o Carnaval, em 2011, local apropriado, quando fez críticas e sugestões à mesa sobre o carnaval de Niterói, sobre a luta dos sambistas tentando dialogar com a UESBCN e serem impedidos de defenderem suas propostas, o Bloco Saias na Folia foi punido pelos dirigentes da UESBCN, na última reunião que estiveram presentes, informando que o bloco desfilaria no sábado de carnaval. A presidente fez algumas ponderações informando da dificuldade de desfilar neste dia, como em 2011 (quando a diretoria da UESBCN convidou o “Saias na Folia” para abrir o carnaval de terça-feira) tentando negociar, com a justificativa que as componentes da Bateria Quebra Tudo, da Mestra Thalita, compõem as baterias das duas escolas de samba de Niterói, que desfilam na Sapucaí no mesmo dia, que inclusive seria desumano com as ritmistas. Eles se mantiveram irredutíveis.

GOTA D´ÁGUA:
Um último episódio ocorreu com o integrante da diretoria da UESBCN, O Sr. André Nogueira e a Vice-presidente do Saias na Folia, Meryanne Cardoso, na Quadra da Acadêmicos da Cubango, na última sexta, 13, quando lhe foi feito a pergunta, como última tentativa, se tinham repensado mudar o dia de desfile e ele confirmou que seria no sábado; isso, além de ter desqualificado o bloco pelo seus desfiles, sendo inclusive preconceituoso e insensível com um projeto de gênero, pioneiro e protagonista das mulheres de Niterói. Isto fez com que Meryanne lembrasse a ele dos erros cometidos pela diretoria da UESBCN junto ao carnaval da cidade: “A UESBCN exige tanto das agremiações e deixa a desejar na condução do carnaval. Nas reuniões mensais ninguém pode fazer propostas para melhorar; a iluminação e som falham durante o desfile e até a má divulgação do carnaval onde só são distribuídos cd e livreto com os sambas uma semana após terminar o carnaval, isso só prejudica todas as agremiações e os sambistas que ainda acreditam no carnaval da cidade”.

A diretoria do Bloco Saias na Folia informa a população niteroiense, como mulheres que têm a responsabilidade de levar a bandeira em defesa das mulheres do samba, no município e fora dele; pelo direito a  liberdade de expressão garantida pelo texto constitucional brasileiro em seu artigo quinto; não poderia mais compactuar com todo esse desrespeito, autoritarismo e machismo dos integrantes da UESBCN com os sambistas, em especial com as mulheres do samba de Niterói que com pioneirismo criaram o 1º Bloco carnavalesco de mulheres, oficial, e que abrilhatam com charme o carnaval, pediram a desfiliação do Bloco à UESBCN.

“É lamentável, mas é esta a realidade que vive o carnaval de Niterói! Porém, seguimos independentes, justamente por nos mantemos firmes na luta, realizando e contagiando a população niteroiense com muita beleza, alegria e paz que são marcas nossas, dos eventos do  bloco considerado mais charmoso de Niterói: o Bloco Saias na folia.” Diz Rita Diirr

EVENTOS DO BLOCO SAIAS NA FOLIA:
ENSAIO TÉCNICO - SEXTAS-FEIRAS, 20, 27 (JAN), 03 10 (FEV)
GRITO DE CARNAVAL  - QUARTA-FEIRA, 15/02
LOCAL: BAR BLOCO C – Rua Visconde de Sepetiba, 2158 – Centro – ao lado da Universo
HORÁRIO: a partir das 18h

domingo, 15 de janeiro de 2012

Com Lula e Dilma, conferências explodem. Mas dão resultado?


Dois terços das conferências sobre temas como assistência social, gays e juventude já realizadas no país, ocorreram a partir de 2003. Em 2011, dois milhões participaram de oito encontros, e mais seis já estão programados para 2012. Ativistas defendem modelo mas reclamam que governo não cumpre decisões. Secretaria Geral da Presidência diz que há resultados concretos.

BRASÍLIA - A exemplo do ex-presidente Lula, o governo Dilma tem incentivado a realização de conferências nacionais como espaços privilegiados de diálogo com a sociedade na construção de políticas públicas. Em 2011, foram oito (saúde, gays, juventude, mulheres, assistência social, idosos, segurança alimentar e arranjos produtivos), dos quais estima-se uma participação de dois milhões de pessoas. Para 2012,já estão convocadas outras seis

Dois terços de todas as conferências já ocorridas no país desde a primeira delas, sobre saúde, em 1941, ocorreu de 2003 em diante. “Mais do que uma marca dos governos Lula e Dilma, nós queremos que as conferências se tornem políticas de Estado”, afirma o diretor de Participação Popular da Secretaria-Geral da Presidência da República, Pedro Pontual.

Se os números mostram que, ao menos em termos quantitativos, não falta debate, as opiniões dividem-se sobre a influência efetiva das conferências nas decisões de governo e nas políticas públicas. Apesar de defenderem-nas como forma de ação popular, militantes reclamam do que seria interferência dos governos nas discussões e da falta de compromisso deles em viabilizar as propostas aprovadas. 

Membro do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), Maurílio Castro de Matos, professor da Faculdade de Serviço Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), participou dos encontros de saúde, assistência social e LGBT. Para ele, as conferências são o melhor espaço de debates sobre política social "num país onde o conhecimento sempre foi das elites". Defende, porém, que os governos respeitem as suas deliberações. “Democracia é uma construção coletiva”, diz.

A primeira Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), promovida em dezembro de 2009, ilustra a falta de efetividade. O encontro aprovou, entre outras coisas, que deveria haver um novo marco regulatório das comunicações, mas dois anos depois, o assunto continua sendo discutido internamente no governo.

Mais recentemente, entre novembro e dezembro, a XIV Conferência Nacional de Saúde deu outro bom exemplo de imposibilidade de interferir na realidade - ainda mais contra uma posição do governo. O encontro defendeu que o governo federal fosse obrigado a investir em saúde 10% do que arrecada. O Senado estava votando um projeto sobre isso, e não aprovou a vinculação, por resistência do governo.

Autora de vasta obra sobre controle social do Sistema Único de Saúde (SUS), a professora Maria Valéria Correia, da Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) avalia que as conferências, assim como os conselhos, são espaços importantes, mas insuficientes, para a garantia da participação popular.

"São contraditórios, podem apenas legitimar gestões e serem espaços de cooptação dos movimentos sociais", diz Maria Valéria. "Mas, a depender da correlação de forças, podem reverter o que está posto."

Duas vezes presidente do Conselho Nacional de Saúde e atual representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no órgão, Francisco Júnior acredita que a sociedade ainda enfrenta limites de participação e legitimação dos debates, sobretudo nos pequenos municípios, “produto de toda uma cultura autoritária, centralizadora e que tem na impunidade seu grande instrumento de sustentação política e jurídica”.

Defensor entusiástico das conferências, o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, que participou da Conferência Nacional da Juventude em 2011, acredita que o descontentamento de parte da militância mostra uma certa incompreensão sobre o papel delas. 

“Elas acumulam opiniões, aproximam os atores, mas depois é preciso pressionar o governo para que as políticas sejam efetivadas. E, para isso, o maior instrumento ainda é a pressão das ruas”, diz.

Diretora do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes-SN) e professora da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Maria Suely Soares defende que as conferências pautem de fato as ações do governo. Mas concorda que as conferências não podem ser vistas como salvadoras da pátria. 

“Os governos desenvolvem formas de burlar e desobedecer à vontade da população e, muitas vezes, deixam de investir em saúde devidamente e modificam as políticas. É uma luta constante”, afirma.

Pedro Pontual, da Secretaria Geral da Presidência, reconhece que o modelo das conferências precisa ser aprimorado, principalmente nas formas de comunicação dos seus resultados com a sociedade que, muitas vezes, não entende sua importância. 

Segundo ele, o governo não se intimida com as críticas, porque este é também o papel dos espaços democráticos: permitir que a população acompanhe e avalie as políticas públicas. Mas insiste que as conferências significam uma forma de diálogo planejado e sistemático com a sociedade. E que elas produzem, sim, resultados.

“Historicamente, foram nas conferências e nos conselhos que se gestaram as principais políticas públicas brasileiras, como o Sistema Único de Saúde [SUS], o Sistema Único de Assistência Social [SUAS] e a Lei Orgânica de Segurança Alimentar [LOAS]”, diz.

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Mesa de Abertura da 2ª Conferência Municipal de Cultura de Niterói


O QUE É O CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA?

Um conselho forte e representativo da sociedade é o primeiro passo para a democratização da produção e do acesso à arte e à cultura tão reivindicada em Niterói. Veja o que diz a lei que o regulamenta:

"Art. 2º - O Conselho Municipal de Cultura é um órgão coletivo com a participação do Poder Público e da sociedade civil, que auxilia na elaboração e execução da política cultural do Governo Municipal, e que se fundamenta no princípio da transparência e da democratização da gestão cultural constituindo-se em instância permanente de intervenção qualificada da sociedade civil na formação de políticas de cultura".



O que mais se espera de um
conselheiro de cultura e seu suplente?

A atenção e o desejo declarados pela defesa dos direitos e interesses da sociedade representada pelas câmaras setoriais e NÃO dos seus próprios.Espera-se de um conselheiro uma atitude altruísta de entrega e doação de seu tempo, influência e energia em favor destes direitos e interesses coletivos. Espera-se ainda o fiel e sincero comprometimento do conselheiro com as suas respectivas câmaras setoriais, que deverão nortear e legitimar a sua atuação até o fim de seu mandato. Portanto, antes de ser candidato, pense bem no compromisso e na responsabilidade que assumirá perante a sociedade.

O que são as Câmaras Setoriais?

São os espaços criados para que cada segmento da cultura possa pensar em suas questões particulares, eleger seus representantes e dar continuidade às discussões depois do conselho eleito. Cada conselheiro eleito deverá ter como referência as demandas levantadas pela câmara que o elegeu e cada câmara terá a função de manter o espaço aberto com reuniões permanentes em data e local a serem definidos pelos seus participantes. As câmaras acompanham o trabalho do conselho, sendo um dos principais canais entre a sociedade e o CMC.

Com base na Lei Municipal 2489 de 26/11/07, que regulamenta o CMC, foram fundadas no encontro do dia 03/06/08 as seguintes Câmaras:

  • Produtores Culturais
  • Instituições de Ensino Superior
  • Serviço de Rádiodifusão
  • Setor Empresarial Cultural e Equipamentos Locais
  • Movimentos Sociais
  • Artes Cênicas
  • Artes Plásticas
  • Cinema e Vídeo
  • Dança
  • Livro e Literatura
  • Música


O que se espera de uma câmara setorial?

A manutenção do debate aberto e democrático sobre os assuntos de seu interesse específico e assuntos que envolvam a cultura como um todo, em reuniões com freqüência regular e acesso facilitado a todos. É responsabilidade de cada câmara setorial a manutenção, ampliação e aprofundamento dos debates para que seja cada vez mais representativa e legítima.

Espera-se ainda das câmaras e seus integrantes o fomento e a participação atuante no Fórum Cultural de Niterói, espaço destinado ao encontro de todas as câmaras setoriais com a sociedade e os membros do Conselho, cuja lógica, freqüência e dinâmica das atividades serão ainda definidas por seus participantes.


Diretrizes aprovadas pela II Conferência de Cultura de Niterói


GRUPO I
PRODUÇÃO SIMBÓLICA E DIVERSIDADE CULTURAL

Presenças:
• Jorge Zulu
• Luiz Augusto Rodrigues
• Fábio Lima
• Amadou Diop
• David Nascimento Bassous
• Adriana de Holanda
• Ludi Um
• Adriano Batista
• Cida Palmerim
• Raquel Palmerim
• Adelcio Junior

FOCO:
Produção de arte e de bens simbólicos, promoção de diálogos interculturais,formação no campo da cultura e democratização da informação.
1. Produção de Arte e bens simbólicos
2. Convenção da diversidade e diálogos interculturais
3. Cultura,educação e criativade
4. Cultura,comunicação e democracia

DIRETRIZES E AÇÕES:

O grupo buscou identificar, a partir das colocações dos integrantes, ideias gerais que pudessem se configurar como diretrizes , e nelas as ações mais concretas.
Buscou identificar dentre as diretrizes construídas, aquelas que expressem ações de âmbito municipal, estadual e federal.

• Instituir programas de apoio à difusão e intercâmbio cultural para artistas e ativistas culturais
• Sensibilizar cotidianamente os gestores, governamentais, institucionais e comunitários sobre a diversidade das expressões culturais
• Criar, numa parceria governo e sociedade civil, um portal interativo dos movimentos e redes culturais
• Democratizar o acesso aos selos da cidade, atendendo à perspectiva da diversidade cultural
• Instituir prêmio municipal para as manifestações populares
• Instituir editais voltados à diversidade cultural
• Garantir no Fundo Municipal de Cultura a atenção à promoção e apoio da diversidade cultural
• Garantir as manifestações populares dentro das redes de formação
- buscar parceria com a UFF para processos de capacitação e extensão que se apropriem da pedagogia griô e outras tecnologias e conhecimentos sociais
- instituir nos eixo curriculares, em nível federal, estadual e municipal, a atenção às expressões da diversidade
- implementar oficinas culturais com expressões da diversidade (jongo, capoeira, samba, artesanias pesqueiras, etc)

• Construir ações de patrimônio imaterial
- garantir a manutenção e salvaguarda dos territórios com expressões culturais diversas
- recuperar as relações dos territórios pesqueiros com as festas próprias
- incentivar o Conselho Municipal de Cultura como lócus das questões da diversidade cultural
- identificar e preservar a memória niteroiense, a exemplo da história da Cantareira e demais espaços, da fundação do Partido Comunista Brasileiro, das resistências vivenciadas pela cidade
- criar Câmara setorial de Manifestações Culturais Populares no Conselho de cultura

• Criar canais permanentes de divulgação e avaliação das ações referentes à construção do Plano Municipal de Cultura, culminando a eleição dos Conselheiros de Cultura com discussões sobre a construção, implementação e avaliação do Plano
• Estimular a ocupação dos equipamentos e espaços públicos com expressões e manifestações populares
• Fomentar o uso das praças com atividades culturais contínuas, identificando junto aos usuários de seus entornos quais os melhores usos
• Cessão de uso de edificações públicas para as expressões e organizações das culturas populares
• Fazer Encontro Niterói-Áfricas, com a pluralidade de suas especificidades

Diretrizes municipais, estaduais e federais:
• Garantir a expressão das culturas africanas
• Garantir a expressão das culturais indígenas
• Garantir acessibilidade ampla (acesso à produção e fruição) às pessoas com deficiência, nas práticas culturais (acessibilidade física e cognitiva)

Diretriz federal:
. garantir que o Vale Cultura seja beneficiador também das práticas culturais em toda sua diversidade e dimensão, para muito além das indústrias culturais




Grupo II
Cultura, Cidade e Cidadania

1. Criação do Observatório de Cultura de Niterói de caráter autônomo com o objetivo de avaliar e fiscalizar a gestão, o orçamento e o Conselho de Cultura, com frequência anual.
2. Que todos os editais para acesso a financiamento de projetos culturais, bem como ao acesso à montagem de eventos em equipamentos públicos sejam construídos em parceria com a sociedade, democratizando e desburocratizando o processo.
3. Propor ao Conselho de Cultura a criação das Câmaras Setoriais de Cidade e Cidadania; Movimento Popular Associativo.
4. Garantir recursos que levem Niterói as telas de TV e cinema através de Comissão e lei específica para produção, distribuição e exibição de cinema em Niterói.
5. Fomentar produções audiovisuais externas com locações em Niterói, garantindo um percentual de profissionais e empresas da cidade nestas produções (Film Comission)
6. Ampliação e fortalecimento do centro de criação, capacitação e preservação de atividades de artesanato (Espaço do Artesão), instalando-o em um espaço permanente em área de grande circulação de pessoas para comercialização da produção artesanal niteroiense.
7. Tombamento definitivo do cinema Icaraí pelo INEPAC e preservação do espaço original com fins culturais. EST
8. Preservação dos espaços da Concha Acústica com finalidades de uso cultural, social e esportivo.
8.2. Preservação dos espaços da SETAL com finalidades de uso pesqueiro.
9. Tombamento para fins culturais do Solar do Barão – antigo Colégio Brasil
10.1. Tombamento e ocupação de todas as praças públicas, garantindo seu uso adequado às identidades locais.
10.2. Tombamento dos imóveis de interesse histórico e cultural que apresentem traços e elementos representativos da história cultural da cidade, incluindo as obras recentes do arquiteto Oscar Niemeyer que já fazem parte da história do município.

10. Mapeamento e divulgação dos patrimônios materiais e imateriais de Niterói
11. Mapeamento e divulgação dos próprios Públicos Estaduais. EST
12. Mapeamento e divulgação dos próprios Públicos Federais. FED
13. Criação de programa de cultura popular e comunitária com apoio institucional aos grupos.
14. Criação de circuito oficial para a fruição da produção cultural niteroiense.
15. Retomar os espaços culturais: Cantareira e Teatro Leopoldo Fróes.
16. Criação de Comissão de Direitos Autorais na Câmara dos Vereadores.
17. Garantir em Lei a proibição do contingenciamento do orçamento da cultura
18.
19. Garantir o Museu da Imprensa em Niterói - EST
20. Fiscalização das concessões de rádio difusão de Niterói para que veiculem cultura local
21. Garantir espaço na grade de programação das TVs públicas para veicular produção cultural.
22. Realização de audiência pública na Câmara Municipal de Niterói para discussão das propostas da II Conferência Cult ainda em 2009
23. Propor ao Conselho o acompanhamento das atividades do Espaço Cultural Antônio Callado
24. Promoção da cultura nos equipamentos educacionais públicos existentes em morros e favelas, principalmente nos fim de semana.
25. Distribuição da Agenda Cultural nas Ass. de Moradores das Comunidades.
26. Criação de um programa de Vale Cultura municipal.
27. Garantia de acesso às atividades culturais por pessoas de baixa renda através de transporte público gratuito.
28.
29. Criação de um Portal Municipal integrado ao Portal Estadual de Cultura
30. Criação de Espaço de Convivência Cultural para os agentes culturais da Cidade.
31. Transferir a administração e a gestão dos recursos públicos para o carnaval da cidade para um comitê formado pela Secretaria de Cultura, Neltur e sociedade civil.
32. Garantir a continuidade dos projetos culturais realizados pelo poder público municipal, submetendo sua suspensão à análise do CMC.
33. Criação do Instituto Municipal de Patrimônio Histórico, Artístico e Natural, de caráter autônomo.
34. Criação do museu histórico da cidade, indicando-se o Forte do Gragoatá.
35.
36. Restauração histórica dos prédios do antigo Porto de Niterói .
37. Criação de Centro de Referência de Culturas e Saberes Tradicionais – EST
38. Revitalização urbana e cultural do aldeamento da praia de Itaipu.
39.
40. Exigência do funcionamento do sistema de transporte hidroviário nos finais de semana e durante a noite.
41. Patrocínio público da Niterói discos para programas musicais diários em rádios comunitárias.
42.
43. Volta da Barca das 07 nas estações da Barcas SA, realizada pela Secretaria Estadual de Cultura - EST
44.
45.
46. Transparência pública no acompanhamento do projeto do Museu do Cinema
47. Democratização da veiculação da programação cultural da cidade nos painéis dos pontos de ônibus e nos painéis da Neltur
48. Fomento ao Arranjo Produtivo Local do audiovisual
49. Criação do Centro Cultural Afro-Brasileiro em Niterói
50.
51. Que a Secretaria de Cultura divulgue em morros e favelas os procedimentos para a inclusão de eventos na Agenda Cultural
52. Menor burocracia para a realização de atividades culturais em logradouros públicos, resguardando as minimizações dos impactos para o espaço circundante
53. Obrigatoriedade de participação de artistas locais em apresentações de grandes artistas de fora.
54. Que a secretaria de cultura e o CMC participem da intervenção na cidade pela Secretaria de Controle Urbano e o Conselho Municipal de Segurança tratem de maneira transversal e com dignidade cidadãos considerados portadores de expressões culturais “marginalizadas”, como, travestis, prostitutas, mendigos, meninos e meninas nas ruas e outras.

Grupo III
Cultura e Desenvolvimento Sustentável

MEDIADORES: LUIZ CARLOS DE CARVALHO
RELATOR: CLAUDIO SALLES
DIRETRIZES DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

ESTADUAL
_ Criar campanhas de conscientização para a população consumir bens e prestigiar os espaços e artistas locais.

_ Editais e seleções públicas deverão ser construídos junto com a sociedade, abrangendo todas as áreas e proponentes, inclusive e principalmente pessoas físicas e associações informais, criando novas formas de incentivo e mecanismos permanentes e não pontuais, sempre prevendo contrapartidas sociais.

_Viabilizar transporte público de qualidade e segurança como condições essenciais para o acesso aos espaços e manifestações culturais.


MUNICIPAL
_Qualificar os agentes da cadeia produtiva oferecendo cursos e seminários gratuitos, criando escolas técnicas e a “bolsa cultura” para capacitar, fomentar a pesquisa acadêmica da economia da cultura e o intercâmbio cultural.

_ Criar um portal de conteúdo de forma colaborativa e democrática com espaço garantido a todos os artistas, produtores e moradores do município, bem como fomentar a criação de redes de relacionamento dos agentes da cadeia produtiva da cultura.

- Criação e fortalecimento de mídias públicas locais e garantia de espaços de participação e divulgação para os artistas e produtores culturais da cidade nos veículos de mídia eletrônica como rádios e TVs instalados na cidade, assim como exigir o cumprimento do plano de trabalho proposto pelas referidas emissoras quando da participação destas no edital que lhes concedeu o canal de comunicação, em especial no item que diz respeito à produção de programas locais, culturais e educativos produzidos na própria localidade .

_Para cada novo espaço cultural público a ser criado deve existir um plano de viabilidade consistente que garanta a qualidade da programação, implementando mecanismos de monitoramento social.


Grupo IV
Economia da Cultura

MEDIADOR: ALMIR MIRANDA DA SILVA
RELATORES: PEDRO DE LUNA
DIRETRIZES CULTURA E ECONOMIA DA CULTURA

ESTADUAL
_Desenvolver a economia da cultura, o consumo cultural, estimular pessoas jurídicas e pessoas físicas a investir na cultura local através da criação de incentivos fiscais, além de conscientizar os estabelecimentos, entre eles os espaços públicos, comerciais e de ensino, para comercializar produtos de artistas locais, bem como criar linhas de crédito e financiamento para empreendedores culturais, com condições específicas.

_Reduzir impostos na comercialização das ferramentas e equipamentos de utilização cultural, de produtos importados, e incentivar a produção nacional.

- Criação de selos fonográficos, editoriais, e de áudio-visual municipal/estadual por todo o território Nacional.

MUNICIPAL- Isenção de impostos para os estabelecimentos que sejam efetivamente comprometidos com atividades culturais e preferencialmente autoral, nas Áreas de Especial Interesse Cultural (AEIC) que constarem no Plano Diretor do município, além de mais investimento Público e Público/Privado nas referidas áreas e criação de outras como em Itaipu e Largo da Batalha.

_ Fomentar o turismo cultural em parceria com os órgãos locais afins, criando o calendário anual municipal com grandes eventos e atrativos todos os meses do ano.


Grupo V
Gestão e Institucionalidade da Cultura

Propostas da Conferência Municipal de Cultura de Niterói para a Conferência Nacional de Cultura:

1. Revisão da legislação que regula a gestão publica da cultura, tendo como foco o objetivo principal da ação cultural: a própria ação cultural. Revisão e compatibilização, se necessário, da lei orgânica municipal e das constituições estadual e federal;

2. Permitir maior autonomia executiva às unidades públicas de cultura na gestão de projetos e processos, criando instituições próprias para cada unidade cultural;


Propostas da Conferência Municipal de Cultura de Niterói para a Conferência Estadual de Cultura:

3. Criação de uma instituição de Patrimônio Cultural, de caráter autônomo, regional, para a preservação da memória do patrimônio cultural dos municípios da região do Leste Metropolitano II que conterá a criação de um banco de dados com o objetivo de agregar e disponibilizar informações aos municípios comprometidos. Esta instituição deverá ter como objetivo principal o caráter fiscalizador. Orientar tecnicamente e contribuir para as ações das instituições de preservação do patrimônio local, em especial as instituições autônomos de preservação do patrimônio cultural existentes nos municípios ou a serem criados;

4. Estabelecer efetivamente um sistema estadual de cultura que envolva as instituições públicas e privadas do Estado das diferentes esferas de poder com a construção coletiva e participativa de um plano regional de cultura do Leste Metropolitano II que oriente as políticas culturais afirmativas da região pelos próximos 10 anos. Recomendando-se que se crie instituições municipais autônomas de preservação do patrimônio cultural nos municípios, vinculadas a seus conselhos de cultura ou patrimônio.

5. Garantir a capacitação técnica aos agentes culturais para ações culturais, criando mecanismos em parceria com as universidades, secretarias municipais e estaduais e outras instituições afins, formatando as ações de capacitação;


Demais propostas da Conferência Municipal de Cultura de Niterói:

6. Criar uma instituição municipal de proteção ao patrimônio cultural, autônoma, à qual o conselho municipal de patrimônio estará comprometido;

7. Garantir a parceria e o comprometimento das instituições de proteção ao patrimônio das diferentes esfereras do poder público;

8. Estabelecer mecanismos e espaços de troca de experiências, de troca de tecnologia na gestão da cultura entre os municípios da região;

9. Estabelecer efetivamente um sistema municipal de cultura que envolva os equipamentos privados e públicos da cidade das diferentes esferas de poder, respeitando as leis vigentes nos diferentes níveis de governo;

10. Criação de um fundo municipal de cultura que contemple os diferentes segmentos culturais existentes na cidade;

11. Reformulação do fundo estadual de cultura com a criação de fundos setoriais por regiões do estado considerando, entre outras, as especificidades do Leste Fluminense II;

12. Construção participativa de um plano municipal de cultura que oriente as políticas culturais da cidade pelos próximos 10 anos.



MOÇÕES- Moção de Apoio e fortalecimento da Niterói Discos como patrimônio cultural da cidade, tendo em vista que é o maior selo municipal do país e uma das mais importantes iniciativas de fomento ao setor da música no Brasil, mas que está sucateada já há alguns anos.

- Moção de congratulações aos bares Convés, Candongueiro e São Dom-dom pelos excelentes serviços prestados a cultura da cidade e por servirem de pontos de resistência cultural para os principais movimentos culturais de Niterói.

- Moção de Repúdio ao desvirtuamento da Estação Cantareira (Happy News) que deixou de ser um centro produtor de cultura para se transformar numa empresa produtora de entretenimento banal, e à Prefeitura de Niterói que está pactuando com esta situação.

- Moção de Repúdio aos vereadores de Niterói pela total ausência e desprezo pela Conferência Municipal de Cultura de Niterói, bem como pelas questões em debate colocadas pelos movimentos sociais e conselheiros municipais.